António José Seguro | Presidente da República de “Portugal inteiro”

No seu primeiro discurso como Chefe de Estado, Seguro garantiu que tudo fará para estancar o "frenesim eleitoral", pediu aos partidos com representação parlamentar "um compromisso político claro" pela estabilidade, reiterou que é um homem livre e prometeu diálogo

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Hoje é o primeiro dia do sexto mandato presidencial em democracia. Finda a era Marcelo, Seguro iniciou o mandato com um aplauso largo no Parlamento, que uniu direita e esquerda. Com avisos ao Governo e aos partidos, começam agora cinco anos que vão pôr à prova a ideia de estabilidade do novo Presidente da República, António José Seguro.

A tomada de posse. Foto: LUSA

Na cerimónia de tomada de posse, esta manhã, o novo chefe de Estado prometeu ser o “Presidente de Portugal inteiro“, expressando respeito pela pluralidade do Parlamento e assegurando-lhe cooperação institucional.

O juramento sobre a Constituição da República Portuguesa em S. Bento, deu início ao novo ciclo em Belém. António José Seguro abraçou o antecessor e passou ao plano que tem para o país, num parágrafo traduziu as dificuldades que sabe que enfrentará.

O juramento. Foto: LUSA

No seu primeiro discurso,  António José Seguro lembrou que os valores europeus estão ser testados como nunca, garantiu que tudo fará para estancar o “frenesim eleitoral, pediu aos partidos com representação parlamentar “um compromisso político claro” pela estabilidade, reiterou que é um homem livre e prometeu diálogo, antevendo que não agradará, sempre, a todos.

O dia do novo Presidente terminou no Palácio Nacional da Ajuda, onde cumpriu a tradição e condecorou o antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa, com o grande-colar da Ordem da Liberdade.

A condecoração de Marcelo Rebelo de Sousa com o grande-colar da Ordem da Liberdade. Foto: LUSA

Numa breve cerimónia sem discursos, António José Seguro impôs as insígnias a Marcelo Rebelo de Sousa, que cessou hoje funções ao fim de dez anos como chefe de Estado.

No fim da cerimónia, o novo Presidente da República e o cessante deram um aperto de mão e um abraço. Estavam presentes o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e elementos do gabinete e das Casas Civil e Militar de Marcelo Rebelo de Sousa, entre outros convidados.

OC/MP

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