Contas do Santuário de Fátima com lucro de 2,2 ME em 2025

O ano jubilar de 2025 registou uma grande afluência, nomeadamente de peregrinos, o que se traduziu num ligeiro aumento dos lucros face a 2024, segundo o reitor do Santuário.

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O Santuário de Fátima teve em 2025 receitas de 24,88 milhões de euros e despesas de 22,69 milhões de euros, registando um lucro de quase 2,2 milhões de euros, de acordo com dados provisórios divulgados esta quinta-feira.

Ainda com números provisórios, em 2025, na atividade operacional, apurámos 24,88 milhões de euros de rendimentos, um ligeiro aumento em relação a 2024, e tivemos gastos no valor de 22,69 milhões de euros. Isto significa um saldo positivo do exercício de 2025 de cerca dois milhões de euros, mais exatamente 2.194.500 euros”, segundo a intervenção do reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, no 47.º Encontro de Hoteleiros de Fátima.

Na intervenção, enviada à agência Lusa, Carlos Cabecinhas explicou que “estes valores comparam com os rendimentos de 2024, que foram de 24,46 milhões de euros, e com os gastos de 2024, que se fixaram em 21,79 milhões”.

Em termos percentuais, verificou-se uma variação positiva de rendimentos” de 1,7%, observou, justificando com o “aumento dos peregrinos presentes em Fátima” em 2025.

O reitor destacou que “o ano jubilar de 2025 foi um ano de crescimento da afluência ao Santuário, com uma presença muito significativa de peregrinos“.

Quanto aos gastos, regista-se um aumento de 4,1% em relação ao ano anterior de 2024”, sendo que este “está ligado ao crescimento da atividade, com o consequente aumento dos gastos com o pessoal e com os fornecimentos e serviços externos”, esclareceu.

Neste campo, exemplificou que “7,55 milhões destinaram-se ao pessoal, as depreciações fixaram-se nos 3,97 milhões e os fornecimentos e serviços externos atingiram o valor de 4,26 milhões”.

Estes fornecimentos e serviços externos incluem trabalhos especializados, trabalhos de conservação e reparação, gastos com gás e eletricidade, consumo de água, vigilância e segurança”, declarou o reitor.

Na apresentação de uma síntese económico-financeira, Carlos Cabecinhas adiantou que o aumento dos gastos com pessoal deve-se “não tanto com o aumento dos colaboradores contratados”, mas antes “com o aumento do salário mínimo nacional e a necessidade de adequação, em cascata, dos restantes vencimentos, e com as atualizações salariais”.

OC/MP

 

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