O Cidadão está a acompanhar, ainda que à distância, o Dakar 2026 que está a decorrer na Arábia Saudita desde este domingo. Siga os nossos resumos!
Prólogo e Etapa 1
Nas areias douradas do deserto infinito, onde o sol queima e o pó envolve tudo, O Dakar ruge, duro e maldito, testando o homem, máquina, seu denodo.
De Yanbu a terras nunca antes vistas, Mil quilómetros de provação e luta, Pilotos portugueses nas listas, Perseguem glória numa jornada bruta.
O Rally Dakar 2026 está em andamento, com a 48.ª edição a desenrolar-se integralmente na Arábia Saudita, do dia 3 ao 17 de janeiro. A prova totaliza aproximadamente 8.000 quilómetros, dos quais 4.901 quilómetros são etapas especiais cronometradas.
Composição: 1 prólogo + 13 etapas, com um dia de descanso em Riade (10 de janeiro).
Participação total
Segundo dados oficiais da organização:
• Total de veículos: 433 inscritos
• Total de participantes: Mais de 800 pessoas
• Número de nacionalidades: 69 países
A prova é composta por várias categorias: motos, automóveis (Ultimate/T1+, Stock, Challenger), SSV (Side-by-Side) e camiões.

Representação portuguesa
Portugal participa no Dakar 2026 com 26-27 portugueses inscritos em diferentes categorias e funções.
Automóveis (T1 Ultimate)
• João Ferreira (navegador Filipe Palmeiro) pilota um Toyota Hilux T1+ na categoria Ultimate, a mais competitiva da prova. Ferreira integra um dos projetos mais fortes do pelotão, depois de uma evolução consistente nas últimas edições.
• Maria Gameiro (navegadora Rosa Romero) integra a categoria automóvel.
Motos
• Martim Ventura (Honda) é destaque português na categoria Rally2 da prova de motos, tendo obtido um bom desempenho na Etapa 1.
• Pedro Pinheiro (Husqvarna)
• Bruno Santos (Husqvarna)
• Nuno Silva (KTM)
SSV / T4 (Side-by-Side)
• Alexandre Pinto / Bernardo Oliveira (Polaris)
• Gonçalo Guerreiro / Maykel Justo (Polaris)
• João Monteiro / Nuno Morais (Can-Am)
• Hélder Rodrigues / Gonçalo Reis (Polaris)
• João Dias / Daniel Jordão (Polaris)
• Bruno Martins / Eurico Adão (Polaris)
• Rui Silva / Francisco Albuquerque (Polaris)
Challenger (T3)
• Pedro Gonçalves / Hugo Magalhães
• Rui Carneiro
Camiões
• Paulo Fiúza (navegador)

Além dos pilotos e navegadores principais, há portugueses integrados em estruturas técnicas, de assistência e suporte de equipas internacionais.
Prólogo – 3 de Janeiro
Distância: 23 quilómetros cronometrados
Resultados do Prólogo
Motos: Edgar Canet (KTM) venceu o prólogo
Automóveis: Mattias Ekström (Ford Raptor) venceu o prólogo
Camiões: Mitchel Van den Brink venceu o prólogo
Nota importante: Nas motos, o prólogo conta para a classificação geral. Nos automóveis e camiões, o prólogo não conta para a classificação.

Etapa 1 – 4 de Janeiro
Distância: 305 quilómetros especiais (para todas as categorias) | Total de 518 quilómetros (incluindo ligações)
Resultados – Automóveis
1. Guillaume De Mevius / Mathieu Baumel (Mini) – 3h07m49s
2. Nasser Al-Attiyah / Fabian Lurquin (Dacia) – +00m40s
3. Martin Prokop / Viktor Chytrá (Ford) – +01m27s
4. Mattias Ekström / Emil Bergkvist (Ford) – +01m38s
5. Marek Goczal / Maciej Marton (Toyota) – +01m38s
6. Carlos Sainz / Lucas Cruz (Ford) – destacado

Desempenho português:
• João Ferreira / Filipe Palmeiro (Toyota Hilux) terminou em 14.º lugar a +04m16s
Nota: Yazeed Al-Rajhi (vencedor 2025) acumulou penalizações por perder um waypoint e excesso de velocidade, terminando 28m52s atrás.
Resultados – Motos
1. Edgar Canet (KTM) – 3h16m11s
2. Daniel Sanders (KTM) – +01m02s
3. Ricky Brabec (Honda) – +01m32s
4. Tosha Schareina (Honda) – +01m49s
5. Luciano Benavides (KTM) – +03m47s

Desempenho Português:
• Martim Ventura (Honda) teve grande desempenho na especial Rally2, chegando perto da vitória antes de ceder no sprint final
Resultados – Camiões
1. Mitchel Van den Brink (Eurol)
2. Vitor Zala – +03.2 segundos
3. Gert Huzink – +05 segundos
Inovações e regras 2026
• Exclusão do deserto do Empty Quarter (comparado com edições anteriores)
• Duas etapas maratona (dias 4-5 e 9-10) com pernoita em bivouac intermédio, mas sem assistência externa
• Pit-stops voluntários para troca de pneus durante a etapa
• Partidas divididas para automóveis e motos em determinados setores para evitar que os carros sigam as marcas das motos
• Roadbook eletrónico entregue apenas minutos antes de cada etapa
• Maior tempo de descanso para equipas de assistência
Dakar Classic – 6.ª Edição
O Dakar Classic é uma categoria dedicada a veículos históricos e restaurados, funcionando como uma prova paralela ao rally principal. Participam 99 veículos clássicos, principalmente do período 1970-1990, que enfrentam o mesmo percurso do Dakar.
Favoritos no Dakar Classic
Após o retiro do campeão Carlos Santaolalla (que mudou para SSV), os principais candidatos são:
• Lorenzo Traglio (Itália) – Subcampeão em 2024
• Paolo Bedeschi (Itália) – Com novo Toyota HDJ 80 preparado
• Juan Morera / Lidia Ruba (Espanha) – Com Porsche 911 Réplica tipo 959
• Gublin / Sousa (França) – Com Land Rover
Espírito do Dakar Classic
A categoria mantém o espírito original da prova, com veículos restaurados competindo em condições extremas. Nesta edição 2026 estreiam equipas românticas como os irmãos Campos com um Renault R18 restaurado autonomamente, e veteranos como Reynald Privé, que compete no Classic pela primeira vez.
Nota importante: O prólogo não conta para a classificação geral do Dakar Classic. A categoria compete nos mesmos 305-400 km de especial que as outras categorias em cada etapa.
Etapa 2 (5 de janeiro): Yanbu – Al Ula (400 km especiais)
Etapa 3 (6 de janeiro): Al Ula – Al Ula (422 km especiais) – Navegação complexa
O Dakar 2026 promete ser altamente competitivo, com edição particularmente longa em termos de quilómetros cronometrados.
Fontes: Dakar/ASO oficial, Autosport.pt, Todoterreno.pt, Flashscore.pt, Razão Automóvel
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