Enquanto multidões de turistas visitam esse ícone da era revolucionária americana, muitos veem réplicas mais próximas. Mais de cem “Sinos da Liberdade” foram criados, a maioria em 1950, quando o presidente Harry Truman encomendou 57 Sinos da Liberdade em tamanho real — um para cada estado e território dos EUA — com o objetivo de inspirar o desenvolvimento económico no pós-Segunda Guerra Mundial. Desde então, americanos continuaram a fabricar dezenas de outras réplicas do famoso sino para celebrar os ideais da Revolução Americana.
Nos anos que antecederam a Revolução, o Sino da Liberdade original soou em oposição à Lei do Selo e de outros impostos britânicos que alimentaram a revolta dos colonos. Em 1787, o sino tocou durante a assinatura da Constituição dos EUA e, posteriormente, nos funerais dos fundadores Benjamin Franklin, Thomas Jefferson e George Washington. O último toque do sino, que lhe provocou uma rachadura irreparável, ocorreu em homenagem ao aniversário de George Washington, em 23 de fevereiro de 1846.

Gravado com a inscrição “Proclamai a liberdade por toda a terra a todos os seus habitantes”, o sino ficou conhecido como Sino da Liberdade quando foi adotado como símbolo de movimentos posteriores em prol da liberdade, incluindo a abolição da escravatura e a extensão do direito ao voto para mulheres, explica Tom Campbell, um entusiasta radicado no Colorado que acompanha as réplicas.
A partir do final do século 19, o Sino da Liberdade foi levado a exposições e feiras em todos os Estados, a fim de ajudar a apaziguar as divisões da Guerra Civil, de acordo com o Serviço Nacional de Parques, que recebe cerca de 2 milhões de visitantes anualmente para ver o original em Filadélfia.
Arte com o Sino da Liberdade

Para o 250º aniversário dos Estados Unidos, em 2026, a Comissão da Pensilvânia para o Semiquincentenário dos Estados Unidos (America250PA) está a recrutar artistas com o intuito de celebrar a fundação dos EUA, pintando réplicas de fibra de vidro do Sino da Liberdade. Já em andamento, o projeto Bells Across Pennsylvania pretende criar um total de 67 Sinos da Liberdade pintados, um para cada condado daquele estado.
Nascido e criado na Filadélfia, Campbell já visitou dezenas de réplicas do Sino da Liberdade em todo o país. Segundo ele, o Texas e a Pensilvânia têm pelo menos oito réplicas cada.
Os americanos têm oferecido a outros países réplicas do Sino da Liberdade como símbolos de amizade — o Japão recebeu uma após a Segunda Guerra Mundial e a Chéquia em 1990, após o colapso do comunismo na Europa Oriental.
“Queremos ajudá-los a proclamar sua nova liberdade por toda esta terra orgulhosa e bela”, disse o então presidente George H.W. Bush em Praga, ao entregar uma réplica do Sino da Liberdade ao país então conhecido como Checoslováquia, em novembro de 1990. “Quando os sinos tocarem (…) em qualquer lugar deste país glorioso, pensem neste sino e saibam que todos os sinos estão a dobrar pela sua preciosa liberdade, agora e para sempre.”
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