O setor agrícola envelhece e perde explorações – Dinamizar o mercado fundiário é essencial para inverter a tendência

Portugal perdeu, em apenas cinco anos, quase uma em cada dez explorações agrícolas, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE).

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· Portugal perdeu, em cinco anos, 9,9% das explorações agrícolas, sendo os pequenos produtores os mais afetados

· A idade média dos produtores individuais é de 65 anos, tornando necessárias novas iniciativas que promovam a sucessão geracional

· Com uma oferta inicial de mais de 3.000 propriedades e quase 50.000 hectares à venda, a Cocampo procura dinamizar o mercado imobiliário rural português

 Esta redução afetou sobretudo os pequenos produtores. Nos últimos cinco anos desapareceram 28.732 explorações, das quais 13.342 tinham menos de 1 hectare de Superfície Agrícola Útil (SAU) e 13.613 possuíam entre 1 e 5 hectares.

Apesar da redução no número de explorações, a dimensão média das quintas aumentou em 8,1% desde 2019, passando de 13,7 para 14,8 hectares por exploração. A Superfície Agrícola Útil (SAU) também diminuiu 2,6% neste período, com a perda de 102.785 hectares, evidenciando uma concentração de terras em explorações agrícolas de maior dimensão.

Segundo o INE, em Portugal, 93,2% das explorações agrícolas são geridas por produtores individuais, que controlam 56,0% da SAU. As empresas agrícolas, que representam 6,2% das explorações, gerem 39,5% da SAU, correspondendo portanto a explorações de maior dimensão.

Além disso, o setor agrícola apresenta-se envelhecido e enfrenta o desafio da sucessão geracional. 67% dos produtores individuais são homens e têm uma idade média de 65 anos. A falta de sucessão geracional coloca em risco a continuidade das explorações, uma vez que as quintas podem ser fragmentadas em parcelas menores devido às heranças ou abandonadas por falta de gestão.

 A Cocampo, plataforma de anúncios de compra e arrendamento de propriedades rústicas, chega a Portugal como uma solução digital para o mercado imobiliário rural. O lançamento conta com uma oferta de mais de 3.000 terrenos rústicos, que representam cerca de 50 mil hectares à venda, com um valor total de 2,9 mil milhões.

OC/AJS

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