Basta! Sinto muita preocupação pelas novas gerações no sentido de como podem e devem valorizar, separando os políticos dos sistemas que os sustentam, as democracias. O governo do povo que os partidos não valorizam atirando, sistematicamente, para candidatos refugados e/ou coligações sem sentido.
Tenho tido a preocupação ao longo das minhas análises e avaliações de perceber, sociologicamente, como é que o nosso povo evoluiu. Se entendem bem, comparativamente a outros sistemas políticos, o que é a democracia. Fui contagiado pela IA e literalmente fiz uma consulta. A IA foi generosa e correta, respondeu: “A democracia é um sistema de governo em que o poder é exercido pelo povo, seja diretamente ou através de representantes eleitos. Em Portugal, a democracia é representativa, onde o povo elege representantes para o parlamento (Assembleia da República), que por sua vez, governa o país e elabora leis. O poder está dividido entre três ramos: Executivo (Governo), Legislativo (Assembleia da República) e judiciário (Tribunais), garantindo um sistema de pesos e contrapesos. Características da democracia em Portugal: Soberania Popular: O poder reside no povo, que o exerce através do voto e da participação cívica. Estado de Direito: A Constituição é a lei suprema, e o poder do Estado é exercido dentro dos limites estabelecidos por ela. Separação e Interdependência de Poderes: O poder é dividido entre os três ramos (Executivo, Legislativo e Judiciário), que se controlam mutuamente. Direitos e Liberdades Fundamentais: A Constituição garante direitos e liberdades fundamentais aos cidadãos, como a liberdade de expressão, de reunião e de religião. Pluralismo Político e Democracia Participativa: Vários partidos políticos competem livremente, e os cidadãos têm a possibilidade de participar na tomada de decisões políticas. Órgãos de Soberania: Presidente da República: Representa a República, garante a independência nacional e o funcionamento das instituições democráticas. Assembleia da República: O parlamento, que representa todos os cidadãos e exerce o poder legislativo. Governo: Conduz a política geral do país e dirige a administração pública. Tribunais: Administram a justiça e são independentes dos outros poderes. A democracia em Portugal é um sistema dinâmico, em constante evolução, que busca garantir a participação cidadã, a proteção dos direitos fundamentais e o bom funcionamento das instituições.”
Até aqui entendemos todos, mas afinal, o que falta às gerações mais novas para se importarem com a democracia? Falta o que os partidos do poder, até hoje, não fizeram, como obrigação. Melhorar a economia e fazer com que os portugueses não mendiguem subsídios ao Estado. Da direita ou da esquerda alguém, pensou nisto? Ao longo de 50 anos de democracia, assistimos, por ventura (salvo seja) ao momento em que os Estados têm de promover maior ligação às pessoas (não com paliativos de orçamentos participativos) e maior ligação às comunidades, Sabendo-Fazer por obrigação, prevenindo o futuro.
Este futuro cada vez mais alicerçado em “Chips” de governação. Já o referi que gerir é fácil basta para isso identificar as necessidades e as oportunidades de negócio. Deixem-se de bacoquices caseiras, desinteressantes e bastardas e tratem da “saúde” da democracia. As políticas de esquerda e/ou direta só são eficientes, ajustadas ao mundo de hoje. Sem economia, paga pelas empresas, o Estado não existe. Deixem-se de tretas. Os partidos são a forma de como maioria chega à FP por demérito. Não digo todos, mas a maior parte não tem qualidade para integrar um quadro de empresa.
Tudo isto é giro pela singularidade de perceber que os atuais políticos usam e abusam dessa prorrogativa de poder. Há uns tempos ouvi um político “ressacado” pelas derrotas – a tentar segurar-se ao almirante que ingenuamente lhe deu guarida (só fica a perder) – a dizer que marketing/comunicação são verdadeiros problemas para as pessoas? Respondo-lhe: não é e não será.
Verdadeiro problema é a pobreza. Mentiu, como mentiu sempre, compulsivamente, porque quando foi presidente da Câmara usou a comunicação do seu Gabinete para controlar da melhor forma os média com informação truncada. Toda a gente sabia disso. Peculato? Era useiro e vezeiro o uso de viaturas, nessa altura.
Este prescrito e até um dos seus diretores teve casa atribuída pela Câmara, durante anos. Coitado, ganhava pouco! O MP a ser sério deveria investigar todos os motoristas que conduzem suas “Excelências” porque são estes e tão só, que estão a acabar com a democracia em que o povo acredita. A mentira terá sempre perna curta. Eu e muitos milhares não aguentamos este descalabro e o PS/PSD (já que o CDS não existe) são os principais culpados.
Docente na Atlântico Business School/Doutorado em Ciências da Informação/ Autor do livro ” Governação e Smart Cities”














