Construam-me, porra! – Por Victor Carvalho

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Há uns bons anos atrás, alguém escreveu, onde hoje existe a barragem do Alqueva essa inscrição ”Construam-me Porra!”.

Nunca me esqueci dessa frase e hoje fez-se um “clic” para este artigo. Não sei quem o fez e a inscrição permaneceu lá vários anos, resistindo à intempérie do tempo.

Foram precisos muitos estudos… de impacto ambiental e outros, mudaram governos, levou anos, enfim a Barragem lá foi construída para bem do Alentejo e de Portugal, temos o maior lago artificial da Europa.

Por este país fora, temos represas, barragens, pontes, estradas e demais infraestruturas por construir, que cada população dos respetivos municípios sabe das suas necessidades. Aproximam-se as eleições autárquicas, nuns casos são recordados os anseios das populações e noutros inscrevem-se projetos que potenciem mais votos…

O tempo político é um tempo de avanços e recuos, consoante a correlação de forças, interesses dos respetivos governos e quando muda o partido da governação, pelo que temos visto ao longo dos anos, mudam os grandes projetos.

Assim aconteceu com o futuro Aeroporto de Lisboa que esteve para ir para a Ota, depois margem sul, que um ministro chegou a dizer “jamais” e parece que vai para Alcochete, e já lá vão mais de 50 anos de conversa sobre Aeroporto.

Já se falou de TGV, vários governos, depois recuo, de seguida aposta na ferrovia, e o tempo passa…

Existiu uma ponte no rio Coina, entre o Seixal e o Barreiro, que um barco proveniente da Siderurgia Nacional, do cais de Paio Pires, a derrubou, a 18 de setembro de 1969. Já lá vão quase 56 anos e até hoje, as curtas distâncias entre as duas cidades, tem de ser feita por estrada em cerca de 17 quilómetros.

É necessária a conjugação de esforços das autarquias e poder central no sentido da realização do “Arco Ribeirinho Sul”. A ver vamos…

O futuro Hospital do Seixal, anda há anos, para sair do papel, já mudaram vários governos.

Sem mais delongas, CONSTRUAM-ME , PORRA!

Caro Cidadão/a, no município onde reside, você sabe o que andou a ser prometido e não realizado ao longo dos anos.

Exerça a sua cidadania, não diga sim porque sim, nem não porque não, fundamente, faça-se ouvir, e diga: CONSTRUAM-ME, PORRA!

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