**Antes de mais, devo esclarecer que sou um aprendiz destas lides e como tal, passível de muitos, senão todos os erros nesta matéria.
Bem sei, que a aprendizagem deve ser contínua e ao longo da vida. Todavia, esta configura um paradigma novo, quase a dizer, se fosse possível, “pára aí o mundo”, deixa “cuscar o que isso é no Google” tentar perceber tantos aspetos e variáveis e depois conversamos. Tal, não é possível, temos de trabalhar e simultaneamente aprender.
A IA veio para ficar e em quase todas as profissões. A sua implementação, não sendo de hoje, agora anda a uma velocidade estonteante, qual meteoro. Pode ser assustador tanta mudança.
Vejo duas perspetivas, a dos “velhos do Restelo” que tentam denegri-la e desvalorizar e os que entendem que há que aprender, saber como trabalhar com ela e estar ao serviço das Organizações, evitando trabalhos repetitivos e recorrentes e claro ao serviço das pessoas. É nesta visão que me enquadro.
Os mais jovens, terão mais propensão para estas lides, os séniores certamente mais dificuldades… mas poderão ser mais resilientes e fazer a sua caminhada…
Preocupações de segurança da IA certamente existirão, sobretudo ao nível de quem fabrica e gere os softwares. Certos países, baniram outros suspenderam, por exemplo o TIK TOK, preocupados com a segurança.
Devemos ter uma postura positiva, proactiva e que a IA esteja ao serviço do bem, do bom e do belo para o ser humano. Nobre missão, é preciso saber que perigos comporta e saber o que fazer para a resolução de problemas nas Organizações e na vida.
Ao retirar trabalhos repetitivos, extenuantes, mal remunerados, que é o que se pretende extinguir, leva-nos à questão inicial da informática, quando os computadores chegaram às Organizações, tudo se readaptou e se desenvolveu. Poderá haver perca de postos de trabalho de tarefas que ninguém quer ou gosta de fazer, mas muitos outros serão criados na medida que irão ser necessários novos trabalhadores/as mais qualificados
para acompanhar todos os processos. Novas funções, novas profissões emergirão. Se a dúvida é grande as incertezas não são menores.
Também a IA, terá de ter “controlo de qualidade”, qual ISO (?), qual certificação? São questões que desconheço a resposta, mas pertinentes.
O caminho da IA está em curso acelerado e quer queiramos ou não, vamos tê-la nos nossos empregos e na vida.
A minha perceção é que não adianta ser do contra, lutar contra o inevitável, ela veio para assentar arraiais.
Técnico de Formação Profissional







