Perante este filme valha-nos o TPI…

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Estamos bem tramados – para não dizer “lixados”, que é feio – com os bandalhos que nos saíram na roleta para (des)governarem o mundo. EUA e Israel são dois dos países mais sacanas que podem ser descritos como inimigos públicos, pela quantidade de mortos e destruição que conseguem produzir em menos tempo (quer dizer… a Rússia também sabe fazer o mesmo e, até, com requintes de malvadez). Vivemos uma guerra moderna com esquemas de combate mostrados na televisão e com os infames protagonistas a discursarem como actores de um filme produzido pelas mais modernas técnicas de trucagem.

Chefes de governos que se apresentam como Sylvestris Stallones ou Bruces Willis a mandarem na guerra. A pretensão de um, é matar mais e melhor, do que o outro. O “furo” de um, é destruir os furos de petróleo do outro, cujas técnicas destrutivas parecem “traileres” de fantásticos filmes de acção saídos dos estúdios de Hollywood. Nem Arnold Schwarzenegger ou Jean-Claude Van Damme conseguem arrebanhar, em frente das televisões, tantos anónimos espectadores interessados nas histórias de guerra mais vis que os estrategas-comentadores têm para contar à gente, condimentadas com os interesses dos senhores da guerra que a fazem, sempre, na terra dos outros… desde que os “outros” sejam mesmo outros, que não os próprios telespectadores – e suas respectivas famílias – que gozam com tanto sangue derramado e com tanta destruição.

Cartune de Onofre Varela

O Tribunal Penal Internacional (TPI), alicerçado em leis aprovadas por uma maioria de países do mundo, emitiu pedidos de prisão para criminosos de guerra como o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e seu anterior ministro de Defesa Yoav Gallant (bem como para Putin) enquanto suspeitos de crimes de guerra durante a ofensiva israelita em Gaza, e a russa na Ucrânia… mas que o outro inimigo público Trump não só não aceita, como até promete impor sanções contra o pessoal do TPI que haja participado “em causas contra Washington, cidades dos Estados Unidos ou aliados como Israel”.

Trata-se de uma ordem executiva que Trump assinou com a espectacularidade cinéfila que lhe é habitual, totalmente cego ao espectáculo narcisista que representa em tais ocasiões, marimbando-se para a existência do TPI, cuja regulamentação para a sua existência os EUA não assinaram.

O TPI, obviamente, condenou tal atitude do narcisista Trump – personagem criado pela televisão americana e pelo dinheiro dos seus empreendimentos iniciados com a tarefa duvidosa de “cobrador de fraque” – imbuído da sua função internacionalmente legal de processar crimes de guerra contra a Humanidade. E condenou a ordem emitida por Trump num comunicado em que pede aos Estados que fazem parte do TPI, “a unidade na defesa da Justiça e dos Direitos Fundamentais das Populações do Mundo”.

Georgia Meloni, chefe do Governo de extrema-direita de Itália, foi a única representante de um grande estado europeu que não assinou a declaração conjunta subscrita por 79 países para defender o TPI dos ataques de Trump, seguida por Hungria, República Checa e Lituânia. Não adianta dizer que “são poucos os países que estão contra” a aplicação da Justiça para acalentar a esperança a milhões de vítimas inocentes que foram (e são) alvo de atrocidades nas guerras mundiais, no holocausto, nos genocídios, na violência e nas perseguições… porque a Justça não deve contar com opositores.

EUA, Israel e Rússia não reconhecem a jurisdição do TPI… sentem-se Super-homens imunes à Justiça!…

Precisa-se de um Errol Flynn que encabece o grupo de Robin dos Bosques e leve a Trump, Putin e Netanyahu, o mesmo fim que coube ao Xerife de Nottingham.

 

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