A inscrição das Marchas Populares de Lisboa no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial foi publicada em Diário da República n.º 166/2025, no dia 30 de maio de 2025. A candidatura foi promovida pela Associação das Coletividades do Concelho de Lisboa (ACCL) e contou com o envolvimento das 28 coletividades participantes, bem como o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, entidade organizadora do desfile anual no Pavilhão e na Avenida da Liberdade.
O processo resultou de uma pesquisa científica desenvolvida ao longo de dois anos pela antropóloga Marina Pignatelli, da Universidade de Lisboa, com apoio do centro de investigação CRIA. A candidatura integrou dezenas de entrevistas, observações de campo e a recolha de centenas de documentos escritos, fotográficos e audiovisuais.
As Marchas Populares realizam-se anualmente durante os Santos Populares e envolvem dança, música, poesia e canto, integrando elementos históricos e comunitários dos bairros lisboetas. As suas origens remontam aos arraiais juninos e às “Marches aux Flambeaux”, trazidas para Lisboa por soldados franceses no século XIX.
Formalizadas em 1932 por José Leitão de Barros, as marchas passaram a ser dinamizadas pela autarquia em 1934. Apesar de algumas interrupções, como durante a II Guerra Mundial, a Revolução de 1974 e a pandemia de COVID-19, a tradição manteve-se viva, aliando tradição e inovação em cada edição.
A ACCL destaca que: “As Marchas Populares de Lisboa são a partir de hoje, 30 de Maio de 2025, parte da Lista do Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, festa popular e bairrista mais importante, realizada na cidade de Lisboa.”
“Vivam as Marchas Populares de Lisboa! Vivam as Coletividades da nossa Cidade!! Viva a Cidade de Lisboa!!!”














