Liga Portugal 2 | Leixões, 2 – Oliveirense, 0 – Leixões tranquilo afunda Oliveirense em crise

Triunfo justo do Leixões que, provavelmente, atingiu os pontos necessários, 38, para manter-se na Liga 2, apesar de ficar aquém dos objetivos traçados no início de época. A OIiveirense continua com a "lenterna vermelha" na mão e já vai no oitavo jogo sem vencer e três derrotas consecutivas.

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Foi Carlos Fangueiro quem o disse – o Leixões está longe daquilo que foram os objetivos propostos. Ou seja, da luta pelos lugares de subida. Porém, a Liga 2 é extremente competitiva e, esta época, está mais “louca” ainda, pois a diferença pontual entre os da frente e os de trás não é significativa.

Amadu trava ofensiva forasteira. Foto de JOÃO DIAS

Daí, apesar de ter conseguido atingir os 38 pontos e a manutenção estar quase assegurada, nesta Liga tudo pode acontecer.

E a situação adequa-se também à Oliveirense. É a última classificada e está a 5 pontos da “salvação”. Apesar de ser muito árdua a tarefa dos homens de Oliveira de Azeméis, por ali ninguém desiste. Tal como diz o seu capitão e guarda-redes, Ricardo Ribeiro, “acreditamos sempre e vamos trabalhar  com toda a confiança para atingir os nossos objetivos”.

Na partida desta tarde, o Leixões esteve muito bem, sempre por cima no jogo, até aos 70 minutos. A partir daqui, passou a equipa forasteira a ter mais bola e aproximações à baliza adversária, mas sem criar situações de golo. Esta cisão no domínio do jogo teve a ver com a expulsão de Semeu e que deixou a formação do “Mar” resuzida a 10 jogadores.

Com 10, os pupilos de Fangueiro tiveram capacidade para “congelar” o jogo.  A Oliveirense pressionou, mas o seu futebol ofensivo continuava pouco objetivo e só por uma vez causou realmente perigo.

Oliveirense perdeu, mas nunca desistiu de lutar.Foto de JOÃO DIAS

O jogo começou com o Leixões mais forte, organizado e dinâmico. Aos 13 minutos, esta superioridade ficou assinalada com o primeiro golo apontado por Serif Nhaga, jogador que já passou pelo “bês” de clubes como o FC Porto, PSG e Sampdória. Serif marcou e foi um dos que mais dores de cabeça deu à defesa de Oliveira de Azeméis durante a primeira parte.

A partir do intervalo, Ricardo Silva, treinador da equipa oliveirense, foi fazendo ajustes na equipa à procura do empate. Nota-se que a sua formação tem uma boa ideia de jogo, sabe o que quer, mas jogar com o “cutelo da descida” sobre a cabeça tem um grande peso. E interfere claramente no discernimento dos jogadores no momento das decisões. Até porque, a partir de agora, à Oliveirense só interessam vitórias. O facto de não conseguirem perturbar muito o Leixões, quando este passou a jogar com menos um, revela a dificuldade da equipa nesta fase do campeonato.

O jogo foi fuído, tecnicamente equilibrado, mas com o Leixões mais forte nos momentos decisivos e muito mais tranquilo, podendo arriscar, ao contrário do adversário. Criou mais situações de perigo e teve arte para concretizar, justificando o triunfo.

Aos 55 minutos, Paraízo, acabado de entrar, marcou o segundo do Leixões.

Houve dois momentos que marcaram mais esta partida e ambas no período complementar

Aos 62 minutos, o Leixões pediu grande penalidade num lance em que o defesa de Oliveira de Azeméis tocou a bola com o braço dentro da grande área. Armando escorregou e o árbitro considerou que, em desequilíbrio, no solo, não tinha forma de evitar o toque. Carlos Fangueiro, ao contrário, consideerou ser um penálti “claro e evidente”. Uma coisa é certa, o lance é de difícil decisão. Foi ao VAR e o entendimento foi o que referimos atrás – uma inevitabilidade face ao desequilíbrio do jogador da equipa visitante

Mais um lance de perigo junto à baliza da Oliveirense. Foto de JOÃO DIAS

O outro foi a expusão de Semeu, por ter puxado pela cintura o dianteiro da Oliveirense, Yefrei Rodriguez, quando este estava isolado, frente ao guarda-redes do Leixões. Um “vermelho” perfeitamente justificado e sem contestação

Destaque para o jovem guineense Amadu Baldé que foi considerado o melhor em campo. Um jovem talentosos e que tem, claramente, condições para outros “voos.”

Avançado leixonense Róchez, batido por defesa da Oliveirense. Foto de JOÃO DIAS

O Leixões começou com o objetivo de lutar pela subida. E não faltam jogadores de qualidade à equipa de Matosinhos. Mas um campeonto como este precisa mais do que bons jogadores. É uma prova dura que exige regularidade; um simples lapso pode ser fatal para as ambições de qualquer equipa.

Ficha do Jogo:

 Estádio do Mar, em Matosinhos.

Leixões – Oliveirense, 2-0.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores:

1-0, Serif Nhaga, 13 minutos.

2-0, Luccas Paraizo, 55.

 Leixões:  Igor Stefanovic, Paulinho, Lourenço Henriques, Semeu Commey, Matheus Costa, Serif Nhaga (Fernando Fonseca, 90+9), Cláudio Araújo (Miguel Sousa, 90+3), Amadu Baldé, Salvador Agra (Rúben Pina, 74), Bryan Róchez (Luccas Paraizo, 54) e Bica (Werton, 74).

Suplentes: Miguel Morro, Fernando Fonseca, Naldo, Werton, Miguel Sousa, Rafael Barbosa, Rúben Pina, Luccas Paraizo e Ricardo Valente).

Treinador: Carlos Fangueiro.

 Oliveirense: Ricardo Ribeiro, Douglas Borel, Bura, Frederico Namora, Armando Lopes (Luís Bastos, 79), Sabino (Gustavo Nascimento, 79) João Adriano (Amadou Diallo, 46), Lucas Henrique, João Silva (Joanderson, 67), Yefrei Rodríguez e Bruno Silva (Manga Foe-Ondoa, 67).

Suplentes: Nitai Greis, Manga Foe-Ondoa, Joanderson, Vasco Santos, Amadou Diallo, Gustavo Nascimento, Luís Bastos, Kazuya Onohara e Tiago Brito).

Treinador: Ricardo Silva.

Árbitro: Hélder Malheiro (AF Lisboa).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Cláudio Araújo (77) e Fernando Fonseca (90+9). Cartão vermelho para Semeu Commey (69)

Assistência: cerca de 1.500 espetadores.

Reportagem OC: Alberto Jorge Santos (Texto) e João Dias (Fotos)

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