A França aprovou uma das mais significativas reformas em matéria de bem-estar animal das últimas décadas, ao determinar o fim do uso de animais selvagens em circos itinerantes. A lei, adotada em 2021, estabelece um período de transição que culmina a 1 de dezembro de 2028, data em que será totalmente proibida a posse e exibição destas espécies neste tipo de espetáculos.
Leões, tigres, ursos, elefantes e outros animais selvagens deixarão gradualmente de fazer parte das digressões circenses. Desde dezembro de 2023, já está proibida a aquisição ou reprodução de novos animais para estes fins, acelerando o processo de descontinuação.
Para apoiar o setor na adaptação, o Governo francês disponibilizou cerca de oito milhões de euros destinados à reconversão das companhias e à transferência dos animais para santuários adequados.
A legislação vai além dos circos itinerantes: proíbe também a criação de visons para a indústria da pele e o cativeiro de golfinhos e orcas em parques marinhos. A decisão reflete uma mudança cultural profunda no país, colocando o bem-estar e a dignidade animal acima do entretenimento tradicional.
Repórter







