Imigração – Por José Carlos Moutinho

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Parece ser um caso real e muito sério o que se passa neste nosso rectângulo à beira mar plantado, no que refere à falta de mão de obra, para os chamados trabalhos braçais.

Porque, como sabemos, os que possuem condições para exercerem serviços mais intelectualizados ou especializados, para sobreviverem neste Portugal de capacidades limitadas, são forçados a emigrar.

Ora aqui está uma questão complexa:

Deixamos sair os nossos jovens, preparados para altos voos, no campo de trabalho, porque não temos indústrias ou instituições que os coloque em lugares dignos inerentes às suas qualificações superiores.

Mas nas áreas em que necessitamos de mão de obra, temos de recorrer aos imigrantes, vindos de vários países, onde, infelizmente a miséria consegue ser, ainda maior, que a do nosso querido Portugal.

É, sem dúvida, um paradoxo verificar todos estes fenómenos. O povo português, que por tradição histórica, sempre emigrou, agora é receptor de gente para vir trabalhar, naquilo que os portugueses recusam fazer.

Até aqui, tudo muito normal, pois trata-se da lei da compensação, para resolução da carência de trabalhadores dos chamados serviços gerais.

Todavia, deixa de ser normal, quando essa afluência se torna um problema complexo e, aparentemente irresolúvel, com milhares de indivíduos que vagueiam pelas ruas das cidades, sem trabalho, sem ocupação, provocando, por vezes, distúrbios. Gente com outros princípios de moralidade, de educação e até de religiosidade, que confrontam com os bons costumes do nosso povo.

Ficando-nos a dúvida, sobre como vivem, como conseguem sustento, levando-nos a pensar que, será por meios não muito legais, ou até criminosos.

Para que queremos essa gente suspeita, que nada produz e não se adapta à nossa sociedade?

Não nos bastavam os ociosos “chico-espertos”, que por cá vamos tendo, e que não podem ser mandados para outro país, porque são de cá?

Não se trata de xenofobismo, mas sim de racionalidade.

Também já fui emigrante e tive de me adaptar à sociedade onde fui recebido.

Temos um enorme problema social que a política tem permitido, por negligência ou incompetência, cujas consequências, a não serem evitadas agora, poderão tornar-se perigosas num futuro próximo.

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