Realizou-se, no passado 25 de Abril, o passeio de carros clássicos de Celorico da Beira. Um programa recheado em demasia, pois teria sido bem melhor, se tivessem suprimido algumas paragens já perto da hora de almoço…Não havia necessidade! Na primeira paragem, em Carrapichana…Quando cheg´´amos, já não havia, nem sopa, nem carne, tivemos que contentar-nos com uma fatia de pão e um sumo…
Agora pergunto, o que fizeram a tanta comida que sobrou de um pequeno-almoço tão rico, como aquele, onde começou a viagem, nas bombas da Repsol de Celorico. Uma mesa farta, onde nada faltou, com uma organização perfeita (até ao momento…) do meu amigo – José Pacheco! Foi nesse local que se realizaram as inscrições para o passeio. Fui num Austin de 1948, o Sr. Fernando a conduzir, eu e o Prof. Alex a usufruir! A primeira paragem, foi em Vide Entre Vinhas, na missa e na bênção dos carros. À volta de cem automóveis desfilaram pelas freguesias de Celorico, o que foi uma festa para as gentes locais. Já falei da primeira paragem, por volta das 12h00 (hora de almoço)…Uma segunda paragem, foi num lagar em Cadoiço e, aí, uma fatia de pão com azeite (compreensível)…A lembrar a canção de Sérgio Godinho: “Ai! Eu aqui neste “deserto” e o almoço aqui tão perto…”
A terceira paragem foi para visitar a aldeia dos queijos, Juncais…
Nós, pusemo-nos à estrada para Fornos de Algodres, era lá que estava destinado o almoço.
Sentámo-nos na mesa, e logo fomos forçados a sair…A menina da organização pediu para esperarmos pelos outros! E eu pergunto? Na primeira paragem, da sopa e da carne, alguém esperou por nós?…Eu, que sou alentejano, já não podia ver mais pão à minha frente…
Esperámos mais uma hora e, finalmente, comida! Uma sopa deliciosa (penso que altura tudo seria “delicioso”…) e um belo rancho, muito bem servido! O Pacheco, sempre de megafone na mão, informou que a fadista, que tinha recusado o meu convite para tocar com ela, iria atuar! E pediu que durante o almoço, fizéssemos o menor ruído possível…Oh! Meu querido Pacheco, é a primeira vez que “ouvejo” fados durante um almoço! Não seria melhor na altura do café? Depois viria outra artista,… mas nessa altura, já estávamos de saída e na cafezada!
Foi um agradável passeio, nunca tinha estado tão perto de tantos carros clássicos…
Para o ano, não são necessárias tantas paragens, sobretudo à hora de almoço!
Ah! Já percebi! E qual a razão de tantas paragens? Quem pagaria à organização pelas paragens? Já sei! As Juntas de Freguesia, com certeza!
Músico/Colaborador














