IA is an orgasm

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Vou direto ao assunto: sou defensor da IA, colaborativa e inovadora.

Existem reflexões que gostaria de deixar em debate face à utilização da Inteligência Artificial (IA) nos dias de hoje e num futuro próximo, para memória futura. Não, não se trata de brincadeira, mas de senso comum, humanizado. O título é sugestivo de forma a refletir o dia-a-dia de cada um de nós com as mudanças de paradigma em simples gestos, ações e/ou emoções que a IA interfere… até, como exemplo, as guerras do momento, transformadas em palcos de morte, assustadoramente, para os humanos.

Se a inovação e a transformação digital nos causam prazer, no seu uso benéfico, também nos podem trazer malefícios, evidentes, para o futuro das gerações, se quisermos, da humanidade. Aquela sensação de euforia quando nos aparece uma nova ferramenta, que nos excede num pico de excitação, quando olhas um post com 500 prompts que podem mudar a tua vida, é êxtase puro. O scroll compulsivo por Threads do X, sobre o que a IA consegue fazer, o que consegue substituir e o que vai destruir… é intenso, puro êxtase e estimulante, mas sinceramente…não leva a lado nenhum, a não ser, um instante – muito menos que um momento. O orgasmo sem intimidade é apenas uma descarga.

A comparação mais soft que arranjei para equiparar emoções humanas à IA. É a abordagem mais direta do meu dia-a-dia quando me refiro à IA: na docência, na empresa e a sua potencial interconexão com a vida plena de um ser humano. Não sou objetor de consciência, não sou contra, nunca serei, mas analiso com precaução e preocupação: os chineses não brincam e os americanos estão a desenvolver plataformas IA “às mãos cheias”. Fico com a ideia, que me agrada, pensando nas variáveis da IA, com transversalidade e plenitude, na ótica do utilizador, pode ser vantajoso. Sou defensor consciente da IA mas uma IA construtiva, co criativa que caminha ao nosso lado e que pode ajudar, no dia a dia, de forma a melhorar a performance.

Rejeito deixar de pensar. Rejeito deixar de humanizar, as aulas. Rejeito uniformizar procedimentos, pouco claros, na empresa, sem resultados. Rejeito ser substituído. Rejeito deixar de sentir e de me diferenciar como humano. Como humano faremos a diferença porque as coisas menos importantes da vida são aquelas que não são recordadas e essa “gap” estará sempre na ação humana no futuro. É um desafio, que enfrentamos, desde a pandemia. O “orgasmo”, como referi é a descarga, mas também é a sensação/emoção que provoca, só em seres humanos, o arrepio “da pele”, o brilho dos olhos e a curiosidade de Saber tudo, especialmente no Sentir “tudo”. Fascinou-me toda a vida a evolução das tecnologias, nos filmes da TV (Espaço 1999 – quem se recorda); os cinemas; primeiro smartphone; a Smart Tv indispensável, Tablet e tudo o mais que apareceu, fui consumindo, mas aviso desde já, que detesto atendimentos virtuais com chatbots. Detesto, mesmo! É desumanizado e as empresas/organizações tem de pensar no mercado alvo e nos consumidores, com gostos e as suas dores. Este desgosto, num atendimento impessoal, não tem a ver com a minha geração, mas com a impessoalidade, que ainda me importa, do momento, se quiserem, do instante.

Entendo que o caminho a seguir é uma evolução humanizada ou pelo menos, mais aproximada. Não quero com isto dizer que este paradigma poderá mudar, mas situações mais simplificadas como o atendimento no café, no restaurante, num pós- cirúrgico – não quero acordar com um robot a perguntar-me “está bem?” são pormenores que para já ficam muito bem na fotografia humanos. As pessoas têm de começar a pensar no caminho que querem percorrer, com sustentabilidade. As guerras que incomodam e afrontam, diariamente, são pensadas para ganhar dinheiro (alguns) usando sempre a tecnologia, mais inovadora, como a IA. A IA já faz parte dos nossos sonhos. Para alguns, não importa matar seres humanos, mas importa a tecnologia usada: o míssil A, B, C com a distância X, que se reflete, sem pensarem, no bolso de todos – combustíveis mais caros e tudo mais caro, no dia a dia. Se a análise, for isenta, apesar da EU ter reservas de petróleo para 4 meses…o aumento foi imediato. Já para baixar, é muito lentamente. Quem sofre? As pessoas e as empresas mais vulneráveis.

A sociedade de hoje, deixa-me com alguma frustração, pela falta de sentido crítico… noutros tempos, o povo estava na rua, com manifestações. Façam o favor de ser felizes com a IA mas não subestimem as suas potencialidades. Sejam corajosos! Sejam atentos! Sejam responsáveis e comecem por colocar questões sobre a utilização das ferramentas. Perguntas que devem e como devem ser feitas. Que problemas concretos a IA pode resolver no vosso trabalho e/ou na vossa vida, esta semana? Quando sai uma nova ferramenta devo ou não experimentar? Sejam críticos e felizes. A vida é assim, quando nos dá limões, há que fazer uma limonada. Sem Mais!

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