Habitação tem peso cada vez maior nas contas das famílias

Entre os 1.134 inquiridos, com idades entre os 20 e 69 anos, 36,4% dos portugueses gasta mais de 30% do rendimento do agregado em rendas ou prestações de crédito a habitação, mas há cada vez mais famílias a ultrapassar a taxa de esforço recomendada de 35%

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Um estudo do Observatório da Sociedade Portuguesa Behavioral Insights Unit da Católica Lisbon School of Business and Economics, que avaliou as preocupações dos portugueses com a habitação, fluxos migratórios e saúde, concluiu que a habitação tem um peso cada vez maior nas contas que as famílias fazem à vida todos os meses.

Entre os 1.134 inquiridos, com idades entre os 20 e 69 anos, 36,4% dos portugueses gasta mais de 30% do rendimento do agregado em rendas ou prestações de crédito a habitação, mas há cada vez mais famílias a ultrapassar a taxa de esforço recomendada de 35%.

Em comparação com o mesmo inquérito conduzido em julho de 2024, aumentou a porção de pessoas que dizem gastar, pelo menos, 41% do rendimento com a renda ou prestação da casa, sendo a maior diferença no patamar acima de 71% do rendimento, em que 3,9% dos inquiridos se posicionam atualmente, quando representavam apenas 0,7% no ano passado.

O acesso à habitação é uma preocupação grande para cerca de metade dos portugueses, que se manifestou muito preocupado com a possibilidade de continuar a ter acesso a uma habitação adequada, enquanto 65,3% veem com receio a evolução dos preços.

OC/MP

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