Já foram implementadas medidas de controlo, que incluem o abate dos animais infetados, a inspeção do local onde a doença foi detetada, bem como a sua limpeza e desinfeção.
Por outro lado, foi restringida a movimentação nas explorações que têm aves e que se encontram num raio de até 10 quilómetros (km) em redor do foco.
A DGAV voltou a pedir a todos os detentores de ave que cumpram as medidas de biossegurança e as boas práticas de produção, evitando os contactos entre aves domésticas e selvagens.
Qualquer suspeita de infeção pela gripe das aves deve ser reportada à DGAV.
Este mês já tinham sido detetados focos em Olhão, Aveiro, Alcácer do Sal e Costa da Caparica.
A transmissão do vírus para humanos acontece raramente, tendo sido reportados casos esporádicos em todo o mundo. Contudo, quando ocorre, a infeção pode levar a um quadro clínico grave.
A DGAV é um serviço central da administração direta do Estado, com autonomia administrativa.
21º surto de gripe aviária H5N1
O surto já provocou a morte de mais de mil patos e é 21.º foco de infeção pelo vírus da gripe aviária H5N1 em Portugal em 2025.
Foi detetado um foco de gripe das aves numa criação de patos de engorda em Benavente, no distrito de Santarém. Portugal reportou o surto junto da Organização Mundial da Saúde Animal, de acordo com a Reuters.
Segundo a organização, o vírus H5N1 foi detetado numa criação de mais de 257 mil patos de engorda em Samora Correia, e já provocou a morte de 1.011 aves.
A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) detetou, esta terça-feira, um surto na freguesia de Santo Estêvão, em Benavente, numa exploração comercial de patos de engorda, segundo a lista de focos de gripe aviária publicada online.
Susana Pombo, diretora da DGAV, pede, em declarações à Renascença, que “todos os produtores de aves tenham a noção que o vírus continua em circulação” e que a Direção-Geral de Saúde foi notificada.
“Tudo indica que a transmissão continua a ser pelas aves selvagens às aves domésticas, é a primeira vez que aparece, agora, em aves domésticas”, afirmou a responsável, recordando que “não há qualquer evidência científica que esta doença seja transmissível às pessoas pelo consumo de carne ou ovos“.
“As medidas de controlo implementadas pela DGAV, de acordo com a legislação em vigor, incluem a inspeção aos locais onde a doença foi detetada, a eliminação dos animais afetados, a limpeza e desinfeção”, afirma a entidade numa nota de imprensa entretanto publicada, “assim como a restrição da movimentação e a vigilância das explorações que detêm aves nas zonas de restrição num raio de até 10 km em redor do foco detetado“.
A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária recomenda ainda “o cumprimento das medidas de biossegurança e das boas práticas de produção avícola, evitando contactos diretos ou indiretos entre as aves domésticas e as aves selvagens, reforçando os procedimentos de higiene de instalações, equipamentos e materiais, e aplicando o rigoroso controlo dos acessos aos estabelecimentos onde são mantidas as aves“.
OC/MP







