Caro leitor, com esta crónica, pretendo iniciar uma abordagem aos produtos financeiros disponíveis, para onde é possível canalizar as nossas poupanças, abordando a sua diversidade, a segurança, a rentabilidade e os riscos.
Como habitualmente, procurarei escrever com pouco “economês”, ou, neste caso, pouco “financês”, para que a leitura seja fácil, mas sobretudo bem compreendida, para quem não é um especialista em finanças.
A expectativa é que possa contribuir para que tome as suas decisões de forma que não seja um ato de fé, que não fique com a perceção de que está a participar num qualquer jogo de casino e que permita, sem surpresas e dramas, corresponder aos seus objetivos.
Primeiro, devemos saber com clareza o que pretendemos. Nem sempre acontece…
Pretendemos constituir o fundo de emergência? Desejamos apenas aforrar com alguma segurança, mas também com alguma rentabilidade, para a médio prazo, comprar carro, entrada para uma casa? Queremos investir para melhorar a pensão de reforma, quando ela chegar? O objetivo pretendido e a perspetiva do prazo para a poupança/investimento que fazemos, é determinante para a escolha e mitigação de eventuais riscos, que poderemos estar disponíveis para assumir.
De seguida, é fundamental entender o risco dos produtos e qual a nossa tolerância a esse mesmo risco, ou seja, o nosso perfil de investidor. O risco não é o diabo, é a existência de incerteza e deve ser muito bem conhecido e gerido, adiantando, desde já, que o maior risco, em finanças, está habitualmente associado a maior retorno.
É também importante, saber que produtos permitem o seu resgate imediato, isto é, perante uma situação imprevista, em que situações podemos recorrer aos fundos aplicados, sem potenciais grandes consequências negativas.
Outro princípio fundamental neste tema das finanças, pode traduzir-se no ditado popular, “não pôr os ovos todos no mesmo cesto”. Se o cesto cai, lá vão os ovos, todos…. Diversificar, não elimina o risco integralmente, mas é uma forma relevante de amenizar eventuais insucessos.
Por fim, é necessário estar atento e desconfiar de pressões, modas e ruídos. As campanhas agressivas, as histórias que nos chegam, nomeadamente através das redes sociais, em que se ganha sempre, ou testemunhos de pessoas, por vezes próximas, a quem aparentemente corre sempre tudo bem, não devem servir de guião para os nossos investimentos.
Um investidor prudente, deve orientar-se, não por vozes, mas pelo conhecimento e critérios adequados à estratégia e perfil de cada um.
Caro leitor, nesta crónica, ficam os princípios e as regras gerais que devem orientar as nossas decisões financeiras, no que diz respeito à aplicação das poupanças. Nos próximos artigos, procurarei fazer uma abordagem aos principais produtos financeiros disponíveis para cada um de nós, às suas caraterísticas, rentabilidades e riscos, salvaguardando, o cumprimento das regras desta crónica, que desejo, tenha conseguido transmitir.
Economista Conselheiro e Consultor






