Clássico de emoções fortes: Empate no Dragão Arena mantém Benfica na liderança

Num clássico de ritmo frenético e incerteza até ao último suspiro, FC Porto e SL Benfica empataram a quatro bolas, ontem à noite, no Dragão Arena. Zé Miranda, a apenas 53 segundos do fim, assinou o golo que gelou as bancadas portistas e segurou a invencibilidade das águias na liderança do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins.

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O Dragão Arena foi ontem o palco de mais um capítulo intenso na histórica rivalidade entre FC Porto e SL Benfica. Em jogo a contar para a 16.ª jornada do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins, as duas equipas dividiram pontos num empate a 4-4, num duelo marcado por reviravoltas constantes e um final impróprio para cardíacos.

Uma primeira parte de “muralhas”

O marcador manteve-se inalterado durante os primeiros 25 minutos, mas o nulo não refletiu a falta de oportunidades. Pelo contrário, o jogo foi pautado por um rigor tático elevado e, sobretudo, por exibições monumentais de ambos os guarda-redes. Xavi Malián, pelos azuis e brancos, e Pedro Henriques, pelas águias, foram os grande protagonistas e adiaram sucessivamente o grito de golo, levando o 0-0 para o intervalo sob o aplauso dos adeptos.

Muralha intransponível: Xavi Malián nega o golo ao Benfica num momento de pura audácia. O guardião azul e branco foi o protagonista de uma primeira parte de luxo no Dragão Arena, mantendo as esperanças portistas vivas até ao último segundo. Foto: ANTÓNIO PROENÇA | O Cidadão

O “furacão” da segunda metade

Se a primeira parte foi de contenção, a segunda foi de pura eficácia ofensiva. Carlo Di Benedetto inaugurou o marcador para os dragões aos 35 minutos, mas a festa durou pouco. O Benfica, demonstrando a frieza que tem caracterizado a sua campanha esta época, respondeu prontamente com um “bis” de João Rodrigues, operando a primeira reviravolta (1-2).

O presidente André Villas-Boas e o treinador da equipa de futebol, Francesco Farioli, acompanharam de perto as incidências do clássico. A presença da estrutura máxima do clube reforça o apoio ao hóquei em patins num dos momentos mais críticos da temporada. Foto: ANTÓNIO PROENÇA | O Cidadão

O FC Porto, empurrado pelo seu público e sob o olhar atento do treinador da equipa de futebol, Francesco Farioli, e do presidente André Villas-Boas, não baixou os braços. Gonçalo Alves assumiu a responsabilidade e, com dois golos, voltou a colocar o Porto na frente. Quando Hélder Nunes fez o 4-3, a vitória parecia destinada à equipa da casa.

Um momento de pura exaltação que parecia ditar o destino do clássico perante um pavilhão ao rubro. Foto: ANTÓNIO PROENÇA | O Cidadão

Balde de água fria a 53 segundos do fim

Contudo, o Benfica provou por que razão ainda não perdeu neste campeonato. Num último esforço coletivo e aproveitando uma brecha defensiva, Zé Miranda disparou para o fundo das redes a apenas 53 segundos do apito final, fixando o resultado em 4-4 e gelando as bancadas do Dragão.

Zé Miranda festeja o empate final num clássico de loucos. O jovem avançado encarnado foi o carrasco das aspirações portistas, gelando o Dragão Arena no último minuto da partida. Foto: ANTÓNIO PROENÇA | O Cidadão

Com este desfecho, o Benfica mantém a liderança isolada com 44 pontos, mantendo a distância de segurança para o Sporting CP (2.º). Já o FC Porto mantém-se no 4.º lugar com 33 pontos, numa época em que a consistência tem sido o maior desafio dos dragões.

Pos. Equipa Pontos Jogos V E D
1.º SL Benfica 44 16 14 2 0
2.º Sporting CP 39 16 12 3 1
3.º OC Barcelos 37 16 12 1 3
4.º FC Porto 33 16 10 3 3
5.º HC Braga 29 16 9 2 5
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