Foram necessários sessenta anos para aprender que a indiferença é a melhor arma para combater alguém que não suportamos MESMO!
E, atrevo-me a dizer, que a “odiamos”, na verdade!
Indiferença é um estado emocional ou atitude em que uma pessoa não demonstra interesse, preocupação ou envolvimento em relação a algo ou alguém. É uma postura de neutralidade afetiva: nem positiva, nem negativa.
Emocional – ausência de reação ou envolvimento afetivo.
Social – falta de interesse pelos outros ou pelos problemas coletivos. Moral – desconsideração por questões éticas ou consequências.
Nos últimos tempos, conheci as duas piores pessoas, que conheci em toda a minha vida! Ao ponto de uma delas, conseguir tirar-me tanto do sério, que numa noite de desespero, fui à cozinha, peguei na minha faca de cozinheiro e a meio do trajeto, pensei melhor… Ia desgraçar a minha vida, ficar na cadeia alguns anos, porque razão? Qual a razão que nos leva a tirar a vida de outra pessoa?
Agora, ter, forçosamente, que conviver diariamente com quem não gostamos mesmo! Não é fácil!…
Mas foi graças a estes dois convívios que ultrapassei algo que por mais que quisesse anteriormente, não conseguia.
Anteriormente, era um rezingão, uma pessoas às vezes (muitas vezes) – Irascível!
Por muito insignificante que fosse a situação, irritava-me!
Depois li um livro fundamental: “Não faça uma tempestade, num copo de água”, grande livro!
Comecei a melhorar, a pensar melhor antes de agir. A maior parte das vezes agimos e só depois é que pensamos. Há um ditado chinês que diz o seguinte: “Quando surge um grande problema, não haja de imediato. Durma sobre o assunto e vai ver que vai ter a melhor solução para o mesmo, no outro dia, pela manhã”.
No trabalho, quando estamos em grande tensão, quase todo o mundo a explodir, o que faço? Retiro-me para o WC e faço uma das respirações do Yoga. Inspirar durante quatro tempos e expirar no dobro do tempo. Ir aumentando até inspirar em oito tempos e expirar em dezasseis tempos.
Volto para a sala e já estou noutra vibração e a antiga vibração onde todos continuam, simplesmente, já não me atinge. Às vezes, a minha intervenção faz com que todos achem que a minha opinião é a melhor para a resolução do problema.
Se, no caso em que chocamos com determinada pessoa, por vezes não a suportamos, mas somos obrigados a conviver com ela, o que fazer?…
Usar a nossa melhor “arma”, a indiferença!
Não é necessário entrar em conflito, o conflito não leva a lugar algum…
E a indiferença não pode ser radical…Tem que ser devagar, aos poucos, para não chocar a outra pessoa. Lentamente, vamos dando menos atenção ao que ela diz ou faz.” Não se esqueça, que quem tem que conviver diariamente, é ela e não você…”
Músico/Colaborador







