Nós, nos dias de hoje, vivemos num país, continente e mundo, onde o discurso populista volta a soar, uma vez mais, nas ruas, nos parlamentos e outros órgãos políticos, e recentemente, nas redes sociais. Na minha opinião, de democrata, devemos combater o populismo.
O combate ao populismo não é um combate, é uma oposição. É um investimento de longo prazo, onde os valores democráticos são mantidos. A oposição ao discurso populista é necessária hoje, mais do que nunca, em tempos em que a permanência da democracia é incerta. É preciso proteger, além de obviamente as instituições políticas, a nossa população e o sentido democrático mundial. Não é só o nosso país que se vê afogado em nacionalismos e populismos antidemocráticos. Todo o mundo se encontra neste mar. E temos de resolver esta situação o mais rápido possível!
Ao combater o populismo, não só asseguramos a segurança da liberdade democrática. Asseguramos a estabilidade política de que o nosso país carece hoje, mais do que nunca. Reforçamos e mantemos a diversidade ideológica que, ao contrário do que muita gente pensa, é necessária e importantíssima para o funcionamento e desenvolvimento de todos os países. E ainda, num ponto mais importante para mim, um jovem, asseguramos o progresso civilizacional e ideológico que o nosso país precisa. Com a oposição ao populismo criamos as condições para este progresso, criamos as condições para a existência de um país de jovens para jovens.
Devemos sempre que pudermos opor-nos a populismos. É um perigo à nossa sociedade atual, mas também à futura. Exemplos de regimes populistas não faltam, e as suas consequências estão marcadas nos livros de História. A Alemanha Nazi, países sul-americanos, africanos, asiáticos, todos vítimas do populismo. E que frutos conhecemos destes países? Uma realidade de pobreza, guerra, fome, decadência cultural, mortes precoces, falta de serviços básicos à saúde individual e pública.
Isto tudo porque o populismo triunfou. Isto porque o populismo não cumpre, promete. E é essa a realidade que muitos desconhecem. Ou então fingem não conhecer, e da noite para o dia, tornam-se cegos.
Para concluir, volto a apelar a todos. Todos os que se consideram democratas, das bancadas, físicas e ideológicas, da direita à esquerda. Unidos por um bem comum: a Democracia. Unidos contra um inimigo comum, e muito perigoso. Que tem vindo a crescer, e sempre que cresce prejudica o nosso dia a dia. Sempre que cresce ameaça a nossa liberdade individual e coletiva. Unidos pelo futuro, e contra um passado não tão longínquo quanto parece, porque 51 anos não é assim tanto tempo.

Estudante do Ensino Secundário







