Por delegação de competências, coube ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, presidir à cerimónia, que decorreu na Sala D. Maria, nos Paços do Concelho, e que contou também com a presença de Ana Cristina Freire, diretora da Facul dade de Ciências (FCUP) e do reitor da U.Porto, António Sousa Pereira.
No seu discurso, o presidente do parlamento nacional sublinhou uma decisão, por parte de Marcelo Rebelo de Sousa, carregada de “simbolismo”. “A vida do professor Alberto Amaral confunde-se com a história da nossa democracia. E com a história do nosso Ensino Superior”, disse.
Reitor da U.Porto entre 1985 e 1995, Alberto Amaral “marcou a Academia. E marcou a cidade do Porto”. “Uma vida dedicada à Academia. E, através da Academia, dedicada à sociedade. A atribuição da Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública é, por isso, uma distinção evidente. A distinção de um percurso feito com critério, coerência e impacto”, acrescentou José Pedro Aguiar-Branco.
Para além da diretora da FCUP e reitor da U.Porto, assistiram também à cerimónia o Diretor do Departamento de Química e Bioquímica da FCUP, Pedro Alexandrino Fernandes, professores e dirigentes da academia portuense, o presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte e deputados eleitos pelo círculo eleitoral do Porto à Assembleia da República.
Sobre Alberto Amaral
Natural de Fafe, onde nasceu em 1942, Alberto Amaral é licenciado em Engenharia Químico-Industrial pela Faculdade de Engenharia da U.Porto (1965), tendo-se doutorado, em 1968, em Química Quântica na Universidade de Cambridge (Inglaterra). Nesse mesmo ano integra o corpo docente da FCUP, faculdade que viria a dirigir de 1978 a 1985 e onde se tornou professor catedrático do Departamento de Química e Bioquímica.
Eleito Reitor da Universidade do Porto em 1985, Alberto Amaral teve um dos reitorados mais longos da história da instituição, tendo renovado o mandato por duas vezes, em, 1990 e 1994. Sob a sua égide, a Universidade viveu uma profunda expansão, de que resultou, entre outros momentos, a integração da Escola Superior – e futura Faculdade – de Medicina Dentária (1989) e da ESBAP, convertida em Faculdade de Belas Artes (1992), a criação da Faculdade de Direito (1994), ou a construção dos novos edifícios das faculdades de Ciências, Letras, Arquitetura, Desporto, Medicina Dentária e Engenharia, a par de várias residências universitárias e centros de investigação.
Responsável por trazer para Portugal um conjunto de novas metodologias de avaliação primeiramente aplicadas dentro da U.Porto e depois generalizadas às universidades públicas, num processo do qual viria a resultar a criação do CNAVES (Conselho Nacional de Avaliação do Ensino Superior), Alberto Amaral é editor ou coeditor de diversos livros e autor de artigos em revistas internacionais. Após terminar o terceiro mandato como Reitor, passou a dirigir o Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior (CIPES).
Por ter contribuído para o prestígio da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Alberto Amaral recebeu, em 2012 (ano da sua jubilação), o Prémio Centenário da FCUP e a Medalha de Mérito da U.Porto.







