Clima; não estávamos acostumados a tão mau tempo, tanta destruição. Ventos fortes, chuvas intensas, enfim. Furacões em Portugal.. Na verdade nenhum país está livre destes sinistros. Aceitamos. O que já não é possível aceitar, é a impreparação dos nossos serviços de prevenção e reação a tais flagelos.. Estávamos acostumados a ver estas tragédias lá pelas américas, mas agora também nos tocou. As torres de alta tensão dobraram-se até ao chão que nem varas verdes de eucalipto.
Um engenheiro da área perguntou onde estava a “engenharia na construção de tais colunas, se é que houve engenharia!”– disse.
Leiria às escuras. Inaceitável ter milhares de pessoas tantos dias sem eletricidade.
A REN, sem capacidade de resposta, recorre a empresas do sector para a restauração da eletricidade na região.
A acrescentar as todas as vidas perdidas neste nefasto acontecimento, junta-se também um eletricista que perdeu a sua, queimado nas alturas.
Um bombeiro experiente, agente de autoridade da GNR, na tentativa de salvar vidas, também perdeu a dele. São as consequências que resultam da inércia dos “sirespes”, associada a outras irresponsabilidades e incompetências.
Foram, e estão a ser muitos dias de empenho de muita gente, incluindo voluntários, na recuperação da normalidade e reconstrução das habitações devastadas pela intempérie.
Nesta tragédia, vimos muita agua, árvores caídas, telhados que voaram etc. Vimos foi pouco estado. Tão pouco que, como consequência, ficou mais reduzido pelo pedido de demissão forçado da Ministra da Administração Interna. Bom senso, que bem podia ser extensivo a mais três ou quatro vaidosos que ostentam na lapela, o pin da bandeira portuguesa, só desde que foram empossados governantes.
Pelo meio, houve o perigo de outro furacão chegar,que, ao contrario dos nomes femininos, apresentava-se com nome masculino. Não CHEGOU a atacar. Portugal livrou-se, pois, dessa tempestade . Bem Aventurada natureza, SEGURamente.
Jornalista







