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Quinta-feira, Maio 23, 2024

Vila Real – Combater o alcoolismo e transmitir conhecimento sobre vinho

“Se queremos apelar aos jovens para que conheçam o vinho, que conheçam o vinho do Porto e que o consumam de forma responsável na sua fase adulta, também nos permite mostrar aos jovens que a agricultura e a viticultura em concreto, são atividades que importa colocar no seu radar para poderem escolher enquanto oferta formativa para se capacitarem e para poderem também fazer da agricultura, e neste caso, da viticultura, a sua opção de vida”, esclareceu a ministra da Agricultura.

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O projeto “IVDP+Educa” quer combater o alcoolismo nos mais jovens e promover conhecimento sobre o vinho, é dirigido a alunos do ensino secundário e começa a ser implementado em janeiro nas escolas do Douro, Porto e Gaia.

O projeto pretende “desmontar a ideia de que o combate ao alcoolismo passa por uma proibição porque, na realidade, nós acreditamos que é fundamental educarmos as populações. Pela via da educação nós conseguimos trazer índices de desenvolvimento sustentáveis para o país e para a nossa comunidade”, afirmou ontem o presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), Gilberto Igrejas.

O responsável falava após a assinatura de um protocolo com vista à concretização do “IVDP+Educa: Saber Beber, Viver Melhor”, entre o IVDP e a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), que decorreu hoje na Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Rodo, no Peso da Régua, distrito de Vila Real.

O projeto visa combater o alcoolismo nas camadas mais jovens e transmitir conhecimento sobre o vinho produzido na mais antiga região demarcada e regulamentado do mundo – o Douro –, que é também Património Mundial da Humanidade desde 2001.

Gilberto Igrejas referiu que, numa primeira fase, o projeto é dirigido a alunos do 10.º ao 12.º anos de escolaridade e vai ser implementado em escolas dos 21 concelhos da Região Demarcada do Douro e dos municípios de Vila Nova de Gaia e do Porto.

Posteriormente, o protocolo poderá ser alargado a outras regiões do país.

“Levar, de alguma forma, a mensagem do combate ao alcoolismo, pelo alcoolismo, mas, ao mesmo tempo, promover o conhecimento muito alargado daquilo que é a Região Demarcada do Douro”, afirmou o responsável.

No âmbito do projeto vão ser realizados ‘workshops’, ações de sensibilização sobre os efeitos do consumo de álcool, visitas a bibliotecas, vinhas e adegas, práticas de voluntariado e atividades experimentais em campos de seleção de videira.

Além disso, serão concedidas distinções anuais que reconhecem o compromisso e o envolvimento dos estudantes no projeto.

A DGEstE colaborará com o IVDP no desenvolvimento das atividades propostas, incluindo a revisão dos projetos educativos e a divulgação das ações realizadas.

Presente na assinatura do protocolo, a ministra da Agricultura e da Alimentação, Maria do Céu Antunes, considerou que “este é mais um passo na valorização da Região Demarcada do Douro e dos seus produtos de excelência”.

Disse ainda que, “assente na cooperação, focado no combate a comportamentos de risco e preconizador da valorização da Dieta Mediterrânica, do que é endógeno e autóctone, este projeto criará mais uma oportunidade na comunicação do vinho como um produto cultural, com história”.

“Se queremos apelar aos jovens para que conheçam o vinho, que conheçam o vinho do Porto e que o consumam de forma responsável na sua fase adulta, também nos permite mostrar aos jovens que a agricultura e a viticultura em concreto, são atividades que importa colocar no seu radar para poderem escolher enquanto oferta formativa para se capacitarem e para poderem também fazer da agricultura, e neste caso, da viticultura, a sua opção de vida”, apontou.

Por sua vez, o secretário de Estado da Educação, António Leite, lembrou que “o Douro é o cruzamento de duas heranças”.

“Uma que a terra nos deu e outra, o trabalho dos antepassados que aqui foi desenvolvido. Não sendo um país de riqueza natural com petróleo, ouro ou diamantes como outros, somos um país de riqueza humana. A economia depende de um acesso, massificado, à educação, garantido pela Constituição da República Portuguesa”, salientou.

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