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Domingo, Julho 14, 2024

Ucrânia – Líderes europeus devem dar mais apoio a Kiev

Entramos no terceiro ano de guerra na Ucrânia. Uma guerra que já provocou cansaço em alguns governos europeus e também nos Estados Unidos.

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Na própria Ucrânia, as populações mais fustigadas pelos ataques do exército invasor começam a demonstrar alguma saturação, de uma guerra que já ceifou a vida a milhares de inocentes e que promete prolongar-se por mais alguns anos. Aliás, basta visitar os cemitérios na Ucrânia e na Rússia para perceber a quantidade de jovens que foram mortos nos dois lados das trincheiras.

A diferença que existe é que na Rússia o autocrata, Vladimir Putin e os autocratas estalinistas que o rodeiam no Kremlin obrigam os prisioneiros a irem para a linha da frente e os jovens russos não têm hipótese de fugir ao recrutanento obrigatório. A isto devemos somar os milhares de mercenários da Wagner, tchechenos, cubanos e outros pró-russos, que arriscam a vida por dinheiro oriundo dos oligarcas putinistas.

Mas os líderes da União Europeia (à excepção do oportunista Victor Orban – Hungria!) não devem vacilar nesta altura do conflito. Antes pelo contrário, devem mobilizar-se todos e, sem hesitações, enviar com urgência o maior apoio possível de armamento para o exército ucraniano.

As sanções à Rússia também devem ser agravadas, para que Putin e toda a nomenclatura estalinista que preparou esta invasão, possam começar a perceber que a Ucrânia não pode aceitar esta invasão bárbara e tem todo o direito a defender-se.

Os líderes europeus têm de compreender de uma vez por todas que uma vitória russa na Ucrânia, põe em a estabilidade que existe na União Europeia.

Ontem e hoje, os responsáveis pelo governo da Ucrânia, especialmente o Presidente Zelensky, pediram mais celeridade na entrega de armamento, para que os soldados ucranianos possam travar os russos. E estes pedidos devem ser levados em consideração.

A Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia e a Roménia já implementaram o estado de alerta face às ameaças que Lavrov e Putin têm vindo a fazer nos últimos meses. E também têm fornecido apoio à Ucrânia de forma célere. Especialmente a Polónia.

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Os crimes de guerra praticados pelos russos não podem continuar impunes Foto: D.R

É verdade a guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, atirou para segundo plano (e muitas vezes para o esquecimento!) o genocídio que está a ser levado pelos russos em território ucraniano.

Esta é a altura dos governos europeus (e especialmente a NATO) demonstrarem que estão unidos e determinados a ajudar a Ucrânia e o governo de Zelensky até que os russos abandonem o território que não lhes pertence.

E também está na hora de não reconhecer Putin como presidente da Federação Russa, uma vez que tudo leva a crer que as próximas eleições vão ser fraudulentas outra vez. Tal como aconteceu este fim de semana na Bielorrússia, onde o “fantoche” Luckachenko voltou a não ter opositores que lhe fizessem frente nas urnas de voto.

Pressinto que a guerra na Ucrânia não vai terminar nos próximos tempos. Diz-me a experiência de repórter que o número de vítimas inocentes e civis vão continuar a crescer. Que o sofrimento dos ucranianos vai agravar-se ainda mais. Mas o ódio aos russos também.

 

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