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Segunda-feira, Abril 15, 2024

Toda a verdade: como vim aqui parar (e porquê) – Por Abílio Ribeiro

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Abílio Ribeiro
Abílio Ribeiro
Jornalista

Sob a égide de “jornalismo livre”, deixei-me levar na “onda”. O convite ocorreu no momento exato em que me encontrava perto da residência de João Galamba, em Lisboa (palavra de honra). 

Talvez tenha inalado resquícios de substâncias ilícitas. Ou talvez não. Factos consumados: o telefonema durou pouco mais de 3 minutos e teve como interlocutores o diretor editorial deste projeto (Alberto Jorge Santos) e um dos redatores principais deste órgão de comunicação diário online (José Peixe). A linha do tempo, que me dei ao trabalho de traçar, poderá contribuir para o devido enquadramento. Seja como for: ajudem-me, pois estou ainda a tentar compreender como vim aqui parar.

Finais de Setembro (data imprecisa):
Recebo um telefonema (suspeito) de José Peixe. Frisa que está com pessoa “X” (subentendo, mais tarde, que se trata de Alberto Jorge Santos). Discurso apressado, frases desarticuladas e ênfase (demasiado) repetitiva na mensagem que pretende veicular: “isto é um projeto de cidadãos para cidadãos. Jornalismo livre”. Traduzo para mim próprio: “quer vender-me proteína da Prozis. Código: FISH10”.

A primeira dúvida: quem é, afinal, José Peixe?
Teoricamente, sei de quem se trata. Na prática, não sei. Levantei uns 75 mil euros, em numerário, na minha agência bancária. Fui ao Lidl, adquiri uma garrafa barata de vinho tinto corrente e coloquei o maço de notas na embalagem. Tudo enviado em correio registado via CTT para o meu informador. A comunicação primordial chegou-me depois: “esse tipo é doutorado internacionalmente em comunicação. Em Vigo, parece. E, antes disso, alcançou uma pós-graduação em Paisagem Ambiental, na Universidade de Évora. Recomenda-se a devida distância.”

Segunda dúvida: então e o Alberto Jorge Santos?
Sei lá. Eu não sei quem é. Nem as escutas telefónicas encetadas através de um amigo ligado ao Ministério Público ajudaram. “Intercede junto da PJ”, aconselhou-me. Não o fiz. Levantar mais uns 75 mil euros em cash e colocá-los numa embalagem de madeira de vinho do Lidl daria demasiado nas vistas. Digo eu.

Terceira dúvida: e, ainda assim, avançaste com os cartoons?
Pois. Quando? Já lá vão mais de 40 dias. Uma eternidade.

Quarta dúvida: mas como?
Então, simulas uns cartoons gráficos baseados na atualidade, perdes umas boas 2h naquilo (busca em banco de imagens, trabalho de edição, pós-edição) e depois logo vês. Em suma: é uma questão de insistência. Mesmo que não tenhas pós-graduação em Paisagem Ambiental, pode ser que consigas interpretar a realidade, decifrá-la e colocá-la num rabisco do Photoshop, cuja anuidade vale 900 euros por ano, e ninguém te paga mais por isso.

Quinta dúvida: nem o Joaquim Marques se chegou à frente?
Nem o Joaquim Marques – subdiretor de O CIDADÃO – é financiador (apesar das minhas fontes assegurarem que ele, enquanto cidadão ativo das partilhas dos cartoons gráficos, tomou a iniciativa de iniciar um crowfounding para renovação do pacote da Adobe [inclui Photoshop] para o respetivo autor levar por diante a sua obra e a sua criatividade). O objetivo foi delineado para 900 euros. Já foram alcançados 25 euros. Haja esperança.

Sexta dúvida: mas então, o que podes esperar disto?
Psicoterapia. No mínimo.

Décima dúvida: é aí que entra o António Proença?
Não (acho eu). Ele coordena O CIDADÃO (e não tem competências em Psicologia Clínica, penso eu). E, portanto, já tem mais do que fazer. Quando muito, pode ajudar-me a fazer uma sessão fotográfica com a minha cara enfadonha. Ou, em alternativa, vender-me uma casa ao desbarato na área do Porto, que é um sonho que alimento desde a adolescência. Zona da Foz, de preferência.

Última dúvida: então, quem pode ajudar em termos clínicos?
Depende. Desde logo, temos de equacionar os critérios do que se entende por perturbação mental, à luz da última versão do DSM-5 (não sabes o que é, pesquisa). Mas já é positivo que esta questão seja abordada de forma tão aberta. Que, recorde-se, até há não muito tempo ainda era encarada como um tabu. Preconceitos, no fim de contas. Ainda assim, e porque cada caso é um caso, talvez haja esperança em que a Dr.ª Maria Manuel de Sousa Santos Teixeira Lopes –diretora de relações públicas de O CIDADÃO – possa dar alguns inputs. Tanto a mim como a ti.

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