Setúbal integra circuito nacional da exposição “Outdoor” com obra de Isabel Baraona

Setúbal é uma das sete cidades portuguesas escolhidas para acolher a exposição “Outdoor”, promovida pela P28 – Associação de Desenvolvimento Criativo e Artístico. A iniciativa, que decorre entre abril e outubro, leva arte contemporânea ao espaço urbano, através da ocupação de outdoors com obras de sete artistas, numa proposta que procura provocar o olhar quotidiano e tornar a arte acessível fora dos espaços convencionais.
Nesta edição participam Cláudia R. Sampaio, Edson Chagas, Isabel Baraona, Isabel Simões, José Maçãs de Carvalho, Luísa Cunha e Pedro Valdez Cardoso, cujos trabalhos vão circular entre as várias localidades. Em Setúbal, a intervenção artística está a cargo de Isabel Baraona, artista visual, professora e investigadora nas áreas do design e das artes, cujo trabalho cruza desenho, pintura e texto. A obra está instalada na interseção da Rua da Cevedeira com a Avenida da Bela Vista.
Cada artista respondeu de forma singular ao convite da P28, com propostas que vão do grafismo ao universo publicitário, passando pelo texto como elemento visual. O objetivo é criar um diálogo inesperado com o espaço urbano, interferindo na perceção habitual dos transeuntes. Tal como refere a organização, “Pode acontecer que uma pessoa só se aperceba daquela obra depois de ter passado naquele local três ou quatro vezes. Mas é esse tipo de contacto que pretendemos alcançar”.
A exposição “Outdoor” foi criada em 2012 e já contou com nomes como Jorge Molder, Pedro Cabrita Reis ou Jeff Koons. Nesta edição, mantém-se o compromisso de aproximar a criação artística dos cidadãos, com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal.
A promotora da iniciativa, a associação P28, tem desenvolvido trabalho na interseção entre arte e saúde mental, com origem no Hospital Júlio de Matos, em Lisboa. Mantém desde 2012 a galeria Pavilhão 31, de acesso gratuito, e dinamiza um serviço educativo e um atelier de residências artísticas para utentes do Serviço Nacional de Saúde.
Com quase 25 anos de atividade, a associação apresentou obras de mais de 700 artistas e é atualmente uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes, no âmbito do Programa de Apoio Sustentado às Artes para o biénio 2025-2026.
OC/JJS