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Sexta-feira, Junho 14, 2024

Sana – Um projeto musical envolvente e que vai chegar longe

O termo Sana dá nome a um projeto concebido por duas amigas multi- instrumentistas, Diana Mendes e Rita Lima, cuja grande ligação se percebe facilmente, sobretudo na sua conexão, sintonia e interação em palco.

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Durante a pandemia decidiram tornar o projeto oficial e dedicaram-se ao lançamento dos primeiros singles: “Black Velvet”, “My Love Can’t”, “Hello, Love.” e “Someone Else”.

Com o âmago, cerne e foco no lançamento do seu primeiro EP, onde as músicas possam gerar emoções profundas, pretendem quando compõem e atuam ao vivo, transmitir um sentimento de recobro, do qual o nome sana, nunca poderá estar dissociado.

 Fomos “ouvê-las” à Fnac do Norte Shopping. Diana assume a voz principal e Rita uma voz de contracanto mais grave. Já nas guitarras, assiste-se a um volte de face, com Diana a usar guitarra como instrumento de acompanhamento e Rita torna-se a solista, com o detalhe de em algumas situações, criar um uníssono perfeito com a voz de Diana.

Blue Velvet”, canção com que iniciaram o espetáculo, é um tema simples de dois acordes, da mesma forma com que iniciaram a segunda canção da tarde, “Porque Não”. De seguida, desfilaram: “Fugir”, “Se eu te escrever”, “Hello Love” e chegamos a “My Love Can’t”, com um refrão forte e de fácil absorção pelo ouvido, onde contaram com a participação do público.

E a canção seguinte, canção dentro do estilo do rock dos anos 50, com uma típica cadência harmónica (C, Am, F, G) denominada “Only For You” (até o título da canção “cheira” a rock dos cinquenta…), continuando com títulos em inglês “Someone Else”, foi a penúltima, encerrando a apresentação ao vivo com uma canção ainda sem título, e para a qual, eu sugiro: “Só não te sei dizer que não”.

Encerrado o concerto, apressei-me a abordar uma mesa apenas com senhoras (Ó Ferro tinha que ser!…), conheci a mãe da Diana que, com mais três amigas, aplaudiram entusiasticamente todo o concerto.

A minha opinião de músico que este ano celebra cinquenta anos de carreira artística : gosto das canções, bem construídas e fáceis de assimilar. Gosto das letras com sentido e focais, sem se perderem em palavras ocas, gosto das vozes e das guitarras. Talvez tentasse criar alguns contrastes em termos rítmicos, sem gostar de fazer paralelismos ou comparações, mas quando recebi a cassete da Mafalda Veiga, chamei o Nuno Represas (irmão do Luís Represas) e pedi-lhe apoio, pois é percussionista, porque as canções tinham todas a mesma cadência rítmica. Foi necessário dar uma volta de 180º para brotar o seu primeiro disco “Pássaros do Sul”, um disco que foi “prata”, ao fim de quatro meses.
O próximo passo? Granjear e lograr uma banda, com os músicos certos e preparar a “estrada”…

Recordo, quando a D. Emília foi à Valentim de Carvalho a Lisboa, mostrar uma cassete do seu filho sem ele saber, que foi nesse momento, que nasceu o Rui Veloso (Chico Fininho…). Toquei com ele em 1984, no Cascais Jazz.

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