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Quinta-feira, Maio 23, 2024

Samora Correia – Recordar quando o Campo de Tiro de Alcochete não acolheu doentes da Covid-19

Caso aconteça novamente uma crise humanitária em Portugal, é bom que o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), consiga mobilizar ex-militares para ajudar a população civil.

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Por isso recordo aqui o momento em que alguns milhares de ex-militares se disponibilizaram para ajudar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), quando a Covid-19 atingiu o maior pico de infeção em Portugal.

Quando Portugal se confrontou com o maior surto de Covid, o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), face à realidade que o país viveu, associada à propagação do vírus COVID-19, aceitou inscrições de voluntários da Família Militar (Ex-militares que se identificam com a instituição) que pretenderiam auxiliar as Forças Armadas, nas ações que estas vão desenvolver em apoio dos portugueses, em reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Os principais locais de atuação dos voluntários foram várias unidades militares, onde estiveram disponíveis 2300 camas para apoio ao SNS. 

Não foi necessário ativar a grande maioria desses Centros de Acolhimento. Por esta razão, apenas foi chamado um número muito reduzido de voluntários, considerando o universo de mais de 8000 que se disponibilizaram, através da Instituição Militar, em benefício do Hospital das Forças Armadas e de algumas Infraestruturas Distritais de Apoio de Doentes e da Proteção Civil.

O Campo de Tiro de Alcochete (situado na freguesia de Samora Correia) viria a dar resposta aos infetados pela Covid-19 dos concelhos de Alcochete, Benavente e Salvaterra de Magos. Mas, acabou por não ter sido apontado como uma Unidade Militar tendo em linha de conta a evolução do surto na região.

A evolução da pandemia foi incerta e o Campo de Tiro de Alcochete poderia ter sido ativado, por isso, o Estado-Maior-General das Forças Armadas continuou a contar com todos os ex-militares até ao fim da pandemia. 

A solidariedade humanitária dos ex-militares que responderam de imediato ao apelo, mereceu um destacado agradecimento por parte do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

* Apesar da sua especialização militar ter sido a de atirador, O jornalista Mário Gonçalves não deixou de responder à chamada e manifestar um ato de solidariedade humanitária quando o seu país e suas gentes mais precisavam. 

 

 

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