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Domingo, Maio 19, 2024

“Repórteres sem Fronteiras” denuncia ao Trbunal Penal Internacional crimes de guerra contra jornalistas

A organização não-governamental (ONG) Repórteres sem Fronteiras (RSF) denunciou, junto do Tribunal Penal Internacional (TPI), a ocorrência de "crimes de guerra cometidos contra jornalistas na Palestina e em Israel", divulgou em comunicado.

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 “A RSF fez uma queixa por crimes de guerra junto do Gabinete do Procurador do Tribunal Penal Internacional no dia 31 de outubro de 2023“, pode ler-se no comunicado da organização, citado pela agência France-Presse (AFP).

A queixa detalha os casos de “nove jornalistas mortos desde 7 de outubro , e de dois feridos no exercício das suas funções“.

De acordo com a RSF, a queixa refere-se a “oito jornalistas palestinianos mortos nos bombardeamentos a zonas civis de Gaza por Israel, e a um jornalista israelita morto em 07 de outubro enquanto cobria o ataque ao seu ‘kibbutz’ pelo Hamas“.

O texto menciona também “a destruição intencional, total ou parcial, dos locais de trabalho de mais de 50 meios de comunicação social em Gaza”.

A amplitude, a gravidade e a recorrência dos crimes internacionais visando os jornalistas, em particular em Gaza, clamam por um inquérito prioritário do procurador do TPI. Nós pedimo-lo desde 2018. Os eventos trágicos em curso demonstram a extrema urgência da sua mobilização”, sublinhou Christophe Deloire, secretário-geral da RSF.

O TPI, sediado em Haia (Países Baixos), não tem obrigação legal de acolher a queixa, já que apenas Estados, o Conselho de Segurança da ONU e o próprio procurador do TPI (por iniciativa própria) podem recorrer ao tribunal.

De acordo com dados da RSF, 34 jornalistas morreram desde o início do conflito entre Israel e o Hamas, dos quais pelo menos doze no decorrer da sua atividade profissional (dez em Gaza, um em Israel e um no Líbano).

Quanto ao Líbano, que não faz parte do TPI, a Repórteres sem Fronteiras “estuda todas as possibilidades de abordar os casos junto de outras jurisdições competentes”, de acordo com o comunicado.

O Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), baseado nos Estados Unidos, avançou, na segunda-feira, que pelo menos 31 jornalistas morreram desde 7 de outubro, dos quais 26 palestinianos, quatro israelitas e um libanês.

O CPJ contabilizou ainda oito feridos e nove desaparecidos ou detidos, naquele que é o balanço mais mortífero de jornalistas que cobrem o conflito no Médio Oriente desde a criação do comité, em 1992.

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