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Segunda-feira, Abril 15, 2024

Râguebi -Lagisquet gostava de voltar a defrontar o País de Gales

O selecionador de râguebi de Portugal, Patrice Lagisquet, disse hoje que gostava de voltar a defrontar o País de Gales no Mundial França 2023 e destacou que os jogadores, agora, não teriam receio de enfrentar adversários desse nível.

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Gostava de voltar a jogar contra o País de Gales, seria interessante. Mas eles estão cada vez mais confiantes e a jogar bom râguebi”, disse o técnico francês, em Toulouse, um dia após conduzir a seleção portuguesa à primeira vitória de sempre num Mundial (24-23 com as Fiji).

O técnico lembrou, por outro lado, que “os fijianos nem sempre são regulares” e considerou que se Portugal tivesse jogado com equipas como “França, África do Sul, Nova Zelândia e Irlanda” teria sido muito difícil”, mas aceitou o ‘desafio’ de nomear outras seleções às quais os ‘lobos’ poderiam tentar ganhar se continuassem em prova.

Talvez pudéssemos tentar competir com Inglaterra, porque não estão muito confiantes. Poderíamos jogar contra o Japão, Itália. Talvez a Argentina, apesar da sua intensidade. Mas agora sabemos o que é jogar a este nível, com esta intensidade e luta. Não teríamos receio disso, os jogadores não teriam receio”, assumiu Lagisquet.

De resto, foi mesmo “durante o primeiro jogo” no Mundial, contra o País de Gales, que Lagisquet começou a acreditar que seria mesmo possível sair do França2023 com uma vitória.

Quando conseguimos quebrar a linha deles, jogar com a mesma intensidade durante 42 minutos de jogo efetivo. Porque antes da competição nunca sabemos. Tentamos construir as coisas, dar ferramentas, mas nunca sabemos o que acontece. Após esse jogo, fiquei a pensar que sim, que agora conseguimos competir”, recordou o ‘Express de Bayonne’.

Nesse encontro, no entanto, a equipa cometeu “alguns erros”, porque os jogadores não estavam habituados “a jogar a esse nível” e tiveram de “aprender”, além de terem sido perturbados pelas emoções.

“No segundo jogo, já conheciam a atmosfera, o problema de ser demasiado emocional. Perceberam que falharam na primeira parte, só porque depois do hino não conseguiram acalmar-se e focar-se só no jogo”, recordou.

Depois, frente à Austrália, “todas as estatísticas foram favoráveis” à seleção portuguesa, exceto “o número de erros”.

“Contra as Fiji, cometemos menos erros”, prosseguiu o técnico, defendendo que “foi por isso” que Portugal conseguiu somar a sua primeira vitória na competição.

A prestação dos avançados foi muito boa nos alinhamentos, nos ‘scrums’, nas fases estáticas. A defesa foi melhor do que nunca contra uma das equipas mais fortes e poderosas do mundo. E, depois, temos estes jovens jogadores, talentosos, que conseguem fazer coisas incríveis, como o Jay [Jerónimo] Portela, Rodrigo Marta, Raffaele Storti”, elogiou.

O resultado contra as Ilhas Fiji  permitiu a Portugal terminar a ‘poule’ em quarto lugar, com seis pontos, à frente da Geórgia, num grupo no qual o País de Gales foi primeiro e as Fiji também passaram aos quartos de final, deixando a Austrália de fora da fase de eliminatórias pela primeira vez em 10 edições.

Nos encontros anteriores, Portugal tinha perdido na estreia com o País de Gales, por 28-8, empatou com a Geórgia (18-18) e perdeu com a Austrália, por 34-14.


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