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Quinta-feira, Maio 23, 2024

Quartel no Porto transformado em galeria de arte urbana durante três fins de semana

O antigo quartel do Monte Pedral, no Porto, é palco da primeira edição da exposição de arte urbana "Baluarte" que arranca hoje e conta com obras de grandes dimensões de artistas como Mr. Dheo, Hazul e Costah.

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O projeto junta, num único espaço, as diferentes abordagens e visões de cerca de 30 artistas convidados com o objetivo de revolucionar a forma “como vemos a arte em grande escala”, antecipa a empresa municipal de Cultura e Desporto da autarquia portuense, em comunicado.

Durante três fins de semana, o antigo quartel na Constituição, transforma-se numa galeria a céu aberto “com obras pensadas para estruturas de grandes dimensões, circuitos inusitados e sonhos do tamanho de uma parede de um grande quartel”, onde podem ser visitados os novos trabalhos criados pelos artistas Arisca, Costah, Dub, Facio, Godmess, Hazul, Mariana PTKS, Mr Dheo. MrKas, MURA, MynameisnotSEM, Oaktree, RA.SO.AL e Rafi die Erste.

“Ascendente”, de Arisca, apresenta-se como “uma reflexão sobre a genealogia e sobre o que é nosso, passando pelo direito e pela justiça”.

Em “Tudo Muda”, de Costah, aborda-se o tema da efemeridade, personificado no rosto de uma mulher jovem, com o barco de papel a representar os sonhos e, o pássaro, a liberdade. O código QR aplicado na parede permite ao visitante ver o rosto da mesma mulher, mas envelhecida.

“Jardim do Mal”, de DUB assume-se como uma metáfora para a decadência social enquanto “Safe Crash”, de Godmess – uma instalação arte ‘in situ’ –, “pretende recriar materiais e objetos encontrados, perspetivando a destruição do lugar onde se insere através da mutação da obra e do espaço ao seu redor”.

Além destes e de outros trabalhos individuais, a mostra conta com obras coletivas como o mural “A Montana Shop Porto”, que apresenta uma seleção de ‘crews’ que fazem parte do quotidiano da cidade Invicta; e, pela mão de dez artistas, “Norte Color”.

De 16 de setembro a 01 e outubro, entre as 10:00 e as 19:00 – e em exclusivo ao fim de semana – o festival oferece ainda programas para toda a família, com ‘workshops’ e oficinas, conferências, demonstrações e DJ Sets.

Em comunicado, a Ágora sublinha que “o universo da chamada ‘arte urbana’ encontrou, de há uns anos a esta parte, o seu espaço na cidade”, deixando de ser encarado como uma transgressão para se assumir como um “elemento diferenciador numa cidade em constante mutação”, tendo nesta mostra a sua grande afirmação.

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