PS e PSD – Os coveiros da democracia portuguesa – Por Amadeu Ricardo


Direitos Reservados

É duro de ver: emigrantes portugueses a votar contra outros emigrantes em Portugal. Esquecem-se rápido do que é ser deixado para trás. Esquecem-se de que também lhes foram chamados nomes, também foram olhados de lado, também foram ignorados.

Como é que se chega a este ponto? Estamos a viver tempos sombrios, confusos, onde os valores estão completamente distorcidos. Hoje, os inimigos da democracia e da liberdade são aplaudidos como se fossem heróis. Vivemos uma inversão total do que devia ser o bom senso.

E não há como fugir à responsabilidade: PS e PSD têm culpa nisto. Foram anos a alimentar promessas vazias, a empurrar problemas para a frente, a fazer de conta que estava tudo controlado. O resultado está à vista — o crescimento do populismo, da frustração, da raiva. Nunca se viu tamanha mediocridade política e intelectual a mandar num país. Parece uma novela de mau gosto.

O mais triste? É que há gente nesses partidos que devia era estar bem longe da política. Não fazem nada, não resolvem nada, vivem colados às câmaras e às frases feitas. Não é com fotografias nas redes sociais ou discursos copiados que se muda o país. É com trabalho sério. Com ação. Com coragem. Mas isso parece faltar a quase todos.

Enquanto isso, saúde, educação, habitação, imigração, segurança social — tudo a desmoronar. E quem criou este caos? Os mesmos que agora se dizem preparados para o resolver. É de bradar aos céus. Reformem-se. Retirem de lá os inúteis, os anões políticos que estão a matar lentamente os partidos por dentro. Tenham vergonha. Trabalhem com competência ou saiam da frente.

Portugal merece melhor. Merece líderes que saibam ouvir, que façam, que pensem no país e não só nas próximas eleições. E nunca se esqueçam: até os dinossauros, que pareciam eternos e imbatíveis, foram destruídos por um simples cometa. PS e PSD, se não mudam, vão pelo mesmo caminho. Tornam-se irrelevantes. E não falta muito.