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Quinta-feira, Junho 13, 2024

Programa da UPorto leva alunos mais velhos a integrar os mais novos de “forma digna”

Um programa de mentoria da Universidade do Porto (UPorto) leva alunos mais velhos a ajudar a integrar os mais novos de “forma saudável, digna e solidária” na vida académica, social e cultural, adiantou ontem à tarde à agência Lusa a coordenadora.

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Dirigido ao acolhimento de novos estudantes, o Programa Transversal de Mentoria Interpares está presente em quase todas as faculdades da Universidade do Porto e nas residências universitárias, contou Teresa Medina.

“Existe fundamentalmente nas licenciaturas, mas também existe nos mestrados e mesmo nos programas doutorais, porque há muitos estudantes que chegam de fora da UPorto para os mestrados e para os doutoramentos e, portanto, este programa também lhes é dirigido”, sublinhou.

De inscrição gratuita e voluntária, o programa, criado em 2019 e coordenado por professores, junta atuais e novos alunos nacionais e internacionais para que, estes, se sintam melhor integrados a nível académico, pessoal e social promovendo o sucesso académico, a prevenção do abandono escolar e o desenvolvimento de competências transversais, explicou.

Teresa Medina esclareceu que a partir da experiência já vivida, os mentores (estudantes já a frequentar a UPorto e com mais experiência) ajudam os mentorados (alunos que ingressam pela primeira vez) sem receber qualquer remuneração em todo o processo de integração, desde questões mais básicas como deslocações, aulas, inscrições, locais para tirar fotocópias, cantinas e métodos de estudo até a outras que podem parecer mais difíceis para quem acaba de chegar.

“Os estudantes que estão há mais tempo na universidade têm um papel muito importante junto dos que estão a entrar pela primeira vez, apoiando-os nas suas diferentes dúvidas e dificuldades e desenvolvendo um conjunto de competências sociais relacionais”, reforçou.

Através deste programa, os estudantes entram em redes de estudantes, uns que já conhecem e outros que ficam a conhecer, e participam em atividades culturais e sociais.

Depois do primeiro ano, os mentorados podem ser mentores neste programa que tem tido uma “adesão e acolhimento enorme” por parte dos estudantes, sublinhou a professora da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP).

Teresa Medina reforçou que não existe qualquer hierarquização entre mentor e mentorado dado que todos são estudantes da UPorto e, portanto, “iguais nessa qualidade”.

A mentoria prolonga-se ao longo de um ano, mas a relação que se cria entre mentor e mentorado, na sua grande maioria, prolonga-se “muito para lá deste período”.

A coordenadora reforçou que este programa não é nenhum programa de saúde mental, apesar de prevenir alguns problemas porque em momentos de maior tensão e stress os mentores assumem um “papel fundamental”.

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