Preços sobem em julho no arrendamento e na venda de imóveis

O mercado imobiliário português voltou a subir em julho de 2025. Os dados do Imovirtual indicam um aumento generalizado no preço médio dos imóveis para venda e arrendamento, com o valor de venda a fixar-se nos 420.000€, mais 3% face ao mês anterior, e uma valorização homóloga de 15%. No mercado de arrendamento, o valor médio atingiu 1.350€, mais 4% do que em junho, mantendo-se estável em comparação com julho de 2024.

No arrendamento, as disparidades entre regiões mantêm-se. Lisboa lidera com 1.700€, apesar de uma queda homóloga de 6%. Faro seguiu com 1.400€ (+8%), e a Madeira apresentou 1.675€, menos 4% face a junho, mas ainda assim 12% acima de julho de 2024.

A maior subida mensal foi registada na Ilha de São Miguel, nos Açores, onde as rendas cresceram 33%, atingindo os 1.400€, uma valorização homóloga de 65%. Já a Ilha Terceira desceu para 700€ (-18%). No continente, Évora registou uma subida mensal de 11% (1.000€) e Portalegre destacou-se como o mais acessível, com 500€ (+11%). Bragança registou também um crescimento relevante de 12%, situando-se nos 590€.

Na venda de imóveis, o valor médio nacional subiu para os 420.000€, com Lisboa a liderar com 635.000€, o valor mais elevado do país, apesar de não ter registado variação mensal. Faro subiu para 550.000€ (+3%), seguido da Madeira com 575.000€ (+5%), consolidando-se entre as regiões mais caras.

No Norte, Porto alcançou os 399.900€, com subidas de +1% mensal e +10% anual. Aveiro atingiu os 370.000€ (+3% mensal e +16% anual). Viseu destacou-se com uma valorização mensal de +13%, alcançando os 215.000€, enquanto Vila Real subiu 8%, para 189.000€.

A valorização mais expressiva face a 2024 foi registada em Beja, com um aumento anual de 37%, fixando-se agora nos 195.000€. Coimbra, Santarém e Leiria cresceram todos mais de 30% face ao ano anterior. Castelo Branco, apesar de ainda ter valores baixos (90.000€), também valorizou 7% no último mês.

Os números refletem um mercado imobiliário em crescimento, com oscilações regionais marcadas e um arrendamento cada vez mais pressionado por falta de oferta e aumento da procura.

OC/RPC