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Quinta-feira, Maio 23, 2024

Precisamos da arte? – Por Ricardo Costa, 16 anos.

No quotidiano, observa-se uma negligência em relação à arte, considerada acessória. Argumenta-se que não é vital, porém, a arte é essencial. Desde tempos remotos, exprimir-se visualmente foi crucial. Além disso, na história recente, em Portugal, os artistas desempenharam papel vital na luta pela liberdade, antes do 25 de abril. A arte é fundamental para a sociedade e para a expressão individual.

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Ricardo Costa
Ricardo Costa
Estudante, 16 anos, Escola Secundária Dr. Joaquim Ferreira Alves - Valadares

No quotidiano da maioria dos cidadãos é possível observar uma clara negligência em relação à arte, que é considerada como acessória. Muitas pessoas chegam até dizer que não precisamos de arte para viver. 

Neste texto, irei explicitar o porquê de acreditar que a arte é vital para a humanidade. 

Em primeiro lugar, sem a arte seria impossível expressar os nossos sentimentos, uma vez que muitas vezes, temos dificuldade de expressá-los verbalmente. Porém, muitas pessoas podem argumentar que expressarmo-nos não é uma necessidade básica. A esse argumento, é apenas necessário apontar a necessidade que os nossos antepassados longínquos tinham de se exprimir, através das famosas pinturas rupestres, características daquela época primitiva, em que o ser humano nem casa tinha ou sequer uma forma de se comunicar verbalmente. Aqui, conseguimos realmente perceber o quão a arte é fulcral: antes dos idiomas, antes de tudo o que temos nos dias de hoje, o ser-humano procurava exprimir o que pensava visualmente. 

Para além disso, é muito fácil negligenciar a arte numa sociedade em que estamos habituados a tomar como garantido a liberdade de expressão. Impressionantemente, num país que há 50 anos não admitia esse direito básico, parece que nos esquecemos da importância dos artistas. No Estado Novo, onde o medo era predominante, foram os artistas que arranjaram uma forma de oposição eficaz, pois através da arte foi possível criticar o regime de forma menos direta, evitando a censura, mas de forma igualmente eficaz. Lembremo-nos rapidamente da música de Zeca Afonso, “Grândola, Vila Morena”, como apenas uma forma subtil de comunicar o avanço das tropas, mas o seu papel principal foi o de ilustrar o pensamento portugueses e encorajá-los a lutar pela sua liberdade. 

Para concluir, a arte tem um papel fulcral na construção da sociedade como a conhecemos hoje e é uma forma de exprimir sentimentos e a personalidade de cada um, sendo, claramente, essencial para a vida de todos nós. 

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