Porto | Coliseu esgota para celebrar 52 anos do IPO numa noite de emoção e gratidão

A 7.ª Gala Solidária do IPO Porto subiu ao palco do Coliseu Porto e ofereceu uma noite única de música e solidariedade a uma plateia completamente esgotada numa celebração marcada por emoção, reconhecimento e esperança. A iniciativa assinalou os 52 anos da instituição, reunindo artistas, profissionais de saúde e centenas de espectadores numa causa comum: apoiar a investigação oncológica.

Ao longo da noite, o público foi conduzido por momentos de forte carga emocional, com uma intervenção do presidente do IPO, Júlio Oliveira, que destacou o papel crucial dos médicos, enfermeiros e investigadores. Num dos momentos mais marcantes, foi sublinhada a importância da inovação tecnológica nos equipamentos médicos, bem como a resiliência das equipas do IPO, que continuam a desempenhar funções essenciais “apesar das adversidades”.

O programa artístico foi diversificado e surpreendeu pela fusão de música e humor. Além das atuações musicais, houve espaço para o teatro de improviso com o grupo Ervilha no Topo do Bolo, que trouxe momentos de leveza e interação com o público, equilibrando a intensidade emocional da noite.
No palco, vários nomes de referência da música portuguesa associaram-se à causa. Sérgio Godinho, Carolina Deslandes, Marisa Liz, Tomás Wallenstein e Buba Espinho foram alguns dos artistas que atuaram, oferecendo desempenhos intensos e emotivos. Entre músicas, multiplicaram-se as palavras de agradecimento dirigidas aos profissionais de saúde, elogiados pelo “trabalho magnífico” e pela dedicação diária aos doentes.
A gala destacou-se não apenas pela qualidade artística, mas também pelo ambiente de união e reconhecimento coletivo. O público respondeu com aplausos prolongados e momentos de comoção visível, numa noite em que a música e a solidariedade caminharam lado a lado.
As receitas do evento revertem integralmente para a investigação no IPO do Porto, reforçando o compromisso da instituição com o avanço científico e o tratamento do cancro. Numa sala cheia e profundamente envolvida, ficou evidente que esta não foi apenas mais uma gala, foi uma celebração da vida, da ciência e da humanidade.