Porto celebrou 25 de Abril com música, desfile e homenagens

O Porto voltou a celebrar a liberdade no dia em que a Revolução dos Cravos completou 51 anos. A Avenida dos Aliados voltou a ser o palco de um programa comemorativo que se estendeu entre a noite desta quinta-feira e o feriado do dia 25.
Uma homenagem a Carlos Paredes, no palco na Avenida dos Aliados, com um concerto instrumental que juntou Agustin Lassalle Ângelo Santos e Eduardo Baltar Soares, seguido de um espetáculo de Capicua que apresentou o seu novo álbum “Um gelado antes do fim do mundo”, marcaram o arranque das comemorações na véspera do “grande dia”.

A atuação do Coral de Letras da Universidade do Porto, durante cerca de 20 minutos, antecedeu a hora (meia noite) em que foi lançado o fogo de artifício.
Já no dia 25 de abril, as multidões participaram no habitual desfile da liberdade. Antes disso, de manhã, realizaram-se os jogos tradicionais na Praça do General Humberto Delgado.
A habitual homenagem aos resistentes antifascistas, junto à antiga sede da PIDE, no Largo de Soares dos Reis, realizou-se logo ao início da tarde, numa cerimónia que marcou o arranque do Desfile da Liberdade, que percorreu várias ruas da cidade até chegar aos Aliados.

Durante a tarde, a música voltou a tomar conta do palco principal naquela avenida. O projeto “Cantar Abril”, da Associação dos Albergues Noturnos do Porto, e o grupo Retimbrar atuaram e foram aplaudidos por centenas de pessoas. Uma intervenção da Comissão para as Comemorações Populares do 25 de Abril integrou também o programa desta tarde.
De referir que “Cantar Abril” é um projeto cultural que celebra a memória da Revolução dos Cravos, mais concretamente, a Revolução de 25 de Abril, com a música como principal veículo de expressão.

O projeto conta com a participação de artistas locais, utentes de associações sociais, e técnicos de intervenção social. A recriação de músicas que marcaram a revolução e a defesa dos direitos humanos, com novas interpretações, é a sua forma de expressão.
“Cantar Abril” iniciou em 2019, em Grândola, e foi implementado no Porto em 2024.
Texto e fotos | Vítor Lima