Faixa de Gaza é um pequeno território situado no Oriente Médio com uma faixa litoral a oeste, de 40 km, com saída para o Mediterrâneo e faz fronteira com Israel e o Egito.
Integra o território da Palestina e abriga uma das maiores cidades, Gaza. A Palestina procura reconhecimento internacional como Estado, há anos. O território gazeu serviu como abrigo para um grande número de refugiados da Palestina, após a fundação do Estado de Israel.
A 22 de setembro de 1948, no final da guerra, o Governo de Toda a Palestina foi proclamado pela Liga Árabe, na cidade de Gaza, ocupada pelo Egito. Foi concebido como tentativa da Liga Árabe de limitar e influenciar a Transjordânia, na Palestina. Esta rivalidade, iniciada com o crescimento da população judia, resultou numa série de conflitos a partir de 1948. Israel afirma que as suas ações “são em defesa da própria população” e os palestinos acusam Israel de sustentar um regime de perseguição.
“A Convenção de Genebra de 1949 são um conjunto de 4 tratados internacionais que estabelecem os padrões mais importantes do direito internacional humanitário. Ratificadas pela maioria dos países, protegem as pessoas que não participam ou que já não participam das hostilidades, como feridos, prisioneiros de guerra, civis e pessoal de saúde. Estas convenções visam limitar o sofrimento causado pelos conflitos armados, revendo e complementando tratados anteriores.” Isto vai de encontro aos valores europeus da civilização, esquecendo o interesse dos partidos, permitindo uma reflexão sobre a nossa formação, educação e valores que as famílias passaram como herança, inalienável, a todos.
O livro d“O Principezinho” revela a ideia de que o essencial na vida, não se vê com os olhos, mas sente-se com o coração. Através da “viagem” por diferentes planetas, Saint-Exupéry mostra aos adultos, que muitas vezes deixam-se levar por preocupações superficiais, esquecendo o que dá sentido à existência: a vida, a felicidade, a amizade e o amor. Não sou lamecha, a idade não me permite, mas recordo o olhar inocente e questionador do príncipe que funcionava como espelho que expõe a perda de simplicidade e autenticidade, recordando a importância de preservar a imaginação, a curiosidade e a sensibilidade própria da infância, durante a vida.
Ao ter uma relação com a rosa, esta, traduz o valor profundo do amor, da amizade e da responsabilidade com o seu semelhante. Pensei em oferecer livros com esta mensagem aos líderes do PCP, do Bloco e do Livre. Nós, humanos, europeus, temos uma educação baseada na preservação/valorização da vida, no amor e na amizade. N’ “O Principezinho”, amar não é apenas admirar, mas cuidar, estar presente e aceitar fragilidades, compreendendo os laços criados o que torna alguém único e insubstituível.
A obra ensina a verdadeira riqueza da vida, focada nas relações humanas, na empatia e na capacidade de olhar para além das aparências, redescobrindo a simplicidade e a beleza das coisas pequenas. Analisando outra vertente que nos incomoda, a guerra, que os russos criaram às portas da Europa, com fim destrutivo e ainda, com a vontade de voltar a reerguer o Império Russo, fico perplexo pela ineficácia das lideranças europeias. Os Europeus, por falta de visão, missão, valores e liderança “foram comidos por lorpas” ao longo de décadas, comprando energia e afins, nunca medindo nem questionando as consequências.
Reflito sobre o tema, nas leituras pelos jornais que se prendem com a preocupação da brutal agressão da Rússia à Ucrânia (não ficará por aqui) bem como a importância dos canais de TV, neste conflito. Os canais de TV fiáveis são internacionais porque as TV´s, por cá, definham com notícias cada vez mais “hoolywodescas” e/ou de “faca e alguidar” que nos deixam cada vez mais tristes com a situação de insegurança que atravessamos. Dá-me a sensação que passámos de uma imprensa livre para uma arregimentada, pela subsistência.
O 4º poder deveria servir para um equilíbrio, mas não o faz nem se esforça. Cada vez é mais fastidiosa a política local e nacional, com partidos de esquerda, a perder as subvenções/poder e a permitirem que o espaço político seja ocupado pelo “bluff” da direita.
Um “bluff”, unipessoal, que deveria ser combatido com contraditório, mas encolhem-se, fogem de debates e não tem espírito crítico. São políticos “queques”. Como é possível não enfrentarem no debate esta gente? Os seus líderes, alarmados, sem aconselhamento de espécie alguma na comunicação, insistem na bacoquice e na abordagem saloia sobre assuntos que são e só, a espuma dos dias.
Não teremos vida para além da democracia, por muito tempo. São vários os temas que entrelacei, mas são transversais à residualidade partidária em Portugal – com sustento ativo, nos sindicatos, até ver… – e aparvalho com a desfaçatez do líder do PCP e da líder da “Flotilha” que se afunda em todas as eleições…Pergunto, já ouviram falar, e para que serve, a Convenção de Genebra? Argumento, da mesma forma, na guerra entre Israel/Hamas, porque as mesmas forças políticas assumiram posições ridículas sobre o assunto, sonegando o que de mais elementar e evidente temos, como europeus, cristãos, que é o valor inalienável da vida.
Leiam “O Principezinho”. São muitos os exemplos, mas basta analisar a história, sim, porque a história é a referência, para perceber que desde miúdos, os palestinianos são educados/preparados para serem Mártires, ou seja, matarem, seja quem for, não importa, com bombas à cintura, causando sofrimento, como o fizeram, intencionalmente, a inocentes, no dia 7 de Outubro. Não têm perdão. Quem os defende, quem os idólatra, quem os “flotilha” para chamar a atenção só tem um caminho: viver em Gaza e combater Israel e o mundo civilizado.
Existem exageros em todas as guerras, sabemos, mas não podemos permitir que este disparate seja branqueado. 7/10 foi um dia decisivo, não só para Israel, mas para muitos europeus que não se revêm em guerras e terrorismo.
Sou contra guerras. Não perdoo terroristas que matam por prazer. Valorizamos a vida porque os europeus ainda são o garante da civilização. Sejam felizes neste momento. Este momento é a vossa vida. Não embarquem em flotilhas….

Docente na Atlântico Business School/Doutorado em Ciências da Informação/ Autor do livro ” Governação e Smart Cities”














