Os 50 municípios mais procurados para comprar casa em Portugal

Os municípios da Grande Lisboa dominam a lista dos 50 mais procurados para compra de casa no segundo trimestre de 2025, de acordo com uma análise do idealista. Entre os mais pesquisados estão 12 concelhos do distrito de Lisboa e oito do distrito de Setúbal, confirmando o destaque da capital e da sua envolvente no mercado residencial.
A Moita, no distrito de Setúbal, lidera o ranking nacional, seguida pela Amadora, Alenquer, Vila Franca de Xira e Sintra, todos no distrito de Lisboa. Lisboa surge apenas na 12.ª posição, superada por vários concelhos periféricos onde os preços da habitação são, em média, mais acessíveis.
Na Área Metropolitana do Porto, o primeiro município a surgir é Paredes, na 13.ª posição. A lista inclui ainda Valongo, Maia, Gondomar, Matosinhos e Vila do Conde. Fora dos grandes centros, o distrito de Leiria ganha relevância, com sete municípios entre os mais procurados: Caldas da Rainha, Peniche, Marinha Grande, Leiria, Pombal, Alcobaça e Óbidos.
A procura está a expandir-se para além das periferias diretas de Lisboa e Porto, abrangendo zonas com melhor relação entre qualidade de vida, acessibilidade e preços. A tendência confirma-se também no Algarve, onde concelhos como Tavira e Albufeira figuram no grupo de maior interesse por parte dos compradores.
No que diz respeito aos valores de mercado, as diferenças entre os municípios mais procurados são significativas. Os preços variam entre os 150 mil euros, em Castelo Branco, e mais de 1,3 milhões de euros, em Cascais. Entre os 50 concelhos mais pesquisados, 37 apresentam valores medianos superiores a 300 mil euros. Nos casos de Cascais, Oeiras, Lisboa, Albufeira, Óbidos, Mafra, Sintra e Tavira, o valor ultrapassa os 500 mil euros.
Por outro lado, os preços elevados não garantem maior interesse: 11 dos 25 concelhos mais caros ocupam apenas a segunda metade da tabela da procura. Em contraste, Moita e Alenquer destacam-se por combinar procura elevada com preços medianos mais baixos, de 248 mil e 265 mil euros, respetivamente.
O distrito de Leiria revela-se como uma alternativa viável para a classe média, apresentando valores medianos abaixo dos 350 mil euros em quase todos os municípios, com exceção de Caldas da Rainha e Óbidos.
A análise revela um padrão claro de descentralização da procura habitacional, com preferência crescente por zonas periféricas ou menos centrais, onde é possível encontrar habitação a preços mais compatíveis com a capacidade económica dos compradores, sem abdicar da proximidade às grandes cidades.
OC/RPC