Oposição por vocação ou oposição por hábito? Quero o Porto campeão!

Já não vou em tangas. O que eu disse sempre, mantenho: se AVB ganhar, é o meu presidente. De outra forma, sou e serei sempre, seu adversário. Não existem dúvidas sobre o meu posicionamento. O FC Porto está acima de qualquer pessoa, grupo ou interesse.

Sinceramente, entendo a oposição quando ela é necessária. Entendo a crítica quando existe fundamento. Entendo a fiscalização quando ela serve para melhorar o clube. O que não consigo compreender é uma oposição permanente, feita por reflexo, por ressentimento ou por incapacidade de aceitar que os tempos mudaram.

Façam comigo um exercício simples. Em 2020 promovi a campanha de um pseudocandidato que, na minha opinião, não tinha perfil para o cargo. Ainda assim, idealizei e escrevi um programa eleitoral com cerca de 300 propostas para o FC Porto. Muitas dessas ideias resultavam de anos a pensar o clube, a sua estrutura, a sua organização e a sua relação com os associados.

Hoje, olho para o trabalho da atual direção e verifico que uma parte significativa dessas propostas está a ser implementada. Algumas de forma direta, outras adaptadas às circunstâncias atuais. O importante é que aquilo que eu defendia para o clube está, em larga medida, a acontecer. E está a acontecer enquanto o FC Porto procura recuperar competitividade, estabilidade e capacidade de vencer. Perante esta realidade, o que deveria fazer? Fingir que não vejo? Criticar apenas porque sim? Procurar defeitos em tudo para agradar a determinados setores? Isso não seria oposição; seria desonestidade intelectual.

Vejo demasiadas pessoas que durante anos reclamaram por mais transparência, mais profissionalismo, mais aproximação aos sócios e uma gestão mais moderna. Agora que muitas dessas mudanças estão em curso, parecem mais preocupadas em encontrar pretextos para atacar do que em reconhecer avanços. A coerência não pode ser uma bandeira apenas quando nos convém. Pinto da Costa é uma memória gigantesca da história do FC Porto e merece o respeito que conquistou. Mas o clube não pode viver apenas da memória. Tem de viver do presente e preparar o futuro. E se o atual caminho vai ao encontro daquilo que sempre defendi para o FC Porto, não contem comigo para fazer oposição por hábito ou por cálculo político.

A minha declaração de interesses é simples e transparente. Sou associado, Roseta de Ouro, nunca tive qualquer ligação profissional ao clube, nunca recebi qualquer benefício, nunca procurei qualquer lugar ou protagonismo. O meu único interesse sempre foi o mesmo: um FC Porto forte, vencedor e respeitado. Por isso, quando vejo alguns opositores transformarem cada decisão num motivo de conflito, pergunto-me se estão realmente a defender o clube ou apenas a alimentar agendas pessoais.

Porque uma coisa é fiscalizar; outra muito diferente é torcer para que tudo corra mal só para poder dizer que se tinha razão. O FC Porto é um dos maiores clubes europeus, precisa de exigência, espírito crítico e debate. Mas precisa também de maturidade para reconhecer o que está bem feito. Quem ama verdadeiramente o clube deve ser capaz de criticar quando é necessário e de elogiar quando é merecido. O resto é ruído. O resto é conversa da treta.

Espero que os meus amigos portistas, verdadeiros, acabem com a desunião, promovam formas de integração de todos(as) e o clube ganhará mais força em Portugal e na Europa. Ter, hoje, 80.000 associados (aproximadamente) orgulha-me e reforça o meu pensamento de que quantos mais tivermos, maiores seremos. É o caminho e estou tão à-vontade que não tenho qualquer ligação pessoal com a atual direção. Critiquei AVB como candidato, porque não gostei de ver o clube exposto. Não retiro o que em campanha escrevi…era meu adversário até Fevereiro de 2024…depois os sócios foram soberanos e deram-lhe a maioria. Não alinho em fações, em desentendimentos bacocos e em gestão danosa. O meu clube será sempre o Primeiro. FC Porto para sempre, com paixão!