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Sábado, Fevereiro 24, 2024

Olhar o passado no presente é cultivar o futuro – Por Alfredo Correia

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Alfredo Correia
Alfredo Correia
Actor/Encenador

(texto escrito no fórum da ANTA, em 2003)
Hoje, continua a ser actual, por nada ter acontecido.

Descentralizar o Centralismo Urbano já não é só tarefa dos princípios e objectivos do AMASPORTO. É também, a partir de agora dos Grupos de Teatro, associados da ANTA.
Todos farão (devem contribuir) para que – DESCENTRALIZAR O CENTRALISMO URBANO – seja uma realidade.

E não será, pelo facto de serem nomeadas pela (Central) Direcção, que cada (Circunscrita) Delegação, possa e deva executar a tarefa de DESCENTRALIZAR O CENTRALISMO URBANO.
Cabe às Delegações, quando nomeadas pela Direcção, nos espaços circunscritos dos seus territórios onde estão sediados, fomentarem uma das tarefas prioritárias para o fortalecimento da classe e para o desenvolvimento da ANTA.

E se existem Grupos, que através dos seus Encontros, Festivais ou Mostras, que organizam, fazem com que o Intercâmbio Artístico/Associativo seja uma parte importante da Descentralização, todavia, já não acontece com o mesmo afinco e demonstrativo interesse, com o desenvolver, a Cultura Artística Teatral.

Ao contrário de que muitos agentes e governantes afirmam, é com o Teatro (nacional) de Amadores, que a Descentralização acontece, e é uma realidade.

Estou convicto que a partir de agora, o Centralismo Urbano vai acontecer por todos os Circunscritos Territórios de cada lugar, sítio ou região, onde o Teatro de Amadores é uma Acção Sócio Cultural.
Vai valer a pena apostar “ no que nos separa”, já que “ o que nos une” é uma evidência óbvia, – o Teatro .
No entanto, deve ser entendido, que a Cultura Artística Teatral, é a base do código ético do artista, a par de uma urbanidade a ter com a Arte de Representar.

Tenho afirmado, que antes vale a Produção de um Espectáculo do que um qualquer Curso Intensivo à Prática Teatral, é de facto uma evidência que todos os encenadores ou coordenadores artísticos do Teatro de Amadores de Associações, deviam utilizar como Formação Técnica/ Artística.
Sei que não estou só, neste princípio e objectivo.

Já em 1993 li  que no Congresso das Colectividades realizado em Almada, Porfírio Santana Lopes do T.P.N., na sua comunicação sobre o Teatro de Amadores nas Colectividades, afirmou:
– « A Formação é fundamental e deve ser uma preocupação constante. A falta de tempo, pode não facilitar, simultaneamente, a frequência de um Curso e a participação na normal actividade do Grupo. Nessas condições, defendo que a montagem de cada espectáculo deve transformar-se num momento importante de aprendizagem, e se, as Colectividades podem dispor de recursos para pagar a maestros, professores e monitores, também, da mesma forma, a construção de um espectáculo pode ser acompanhada em diferentes níveis, por criadores e técnicos qualificados.
Um curso perfeito e amplo.»

Existem 3 Tipos de Grupos de Teatro
a)- Grupos de Teatro que são a essência e a dinâmica cultural da actividade da colectividade.
b)- Grupos de Teatro que funcionam como meras secções. Não são a essência nem a dinâmica das colectividades e apenas montam espectáculos no Natal, Carnaval e ou no aniversário da colectividade.
c)- Grupos de Teatro que funcionam nas instalações de uma colectividade por um acordo celebrado e que gerem por eles próprios a sua actividade.
E termina dizendo:
« …Acredito que a Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio pode e deve assumir, inclusivé, na área do teatro, uma função congregadora, que permite alargar a consciencialização sobre a valiosa dinâmica cultural que é o Teatro no Movimento Associativo ».

É obvio que ninguém viu concretizado o que Porfírio Lopes acreditava acontecer e ser dever da Federação das Colectividades.
Vamos hoje, acreditar que, não é só no Teatro, mas sim nas mais diversas actividades.
NÃO É POSSIVEL MUDAR SEM FORMAR A MUDANÇA.

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