Oficinas de construção de presépios sustentáveis no Convento dos Capuchos

Neste Natal, e tendo a exposição “Entre as Pedras e o Musgo, o Presépio de Francisco” como fonte de inspiração, o Convento dos Capuchos, em Sintra, promove visitas guiadas aliadas a oficinas de construção de presépios com elementos naturais, que têm registado grande procura por parte do público e rapidamente esgotaram. Assim, a Parques de Sintra lança, agora, três novas sessões marcadas para os dias 21 e 28 de dezembro e 3 de janeiro, às 10h30. As receitas da atividade têm uma finalidade muito especial: serão utilizadas nos esforços de reflorestação da Serra de Sintra, no seguimento da devastação provocada pela passagem da Depressão Martinho em março deste ano.

Entre as Pedras e o Musgo o Presépio de Francisco. Créditos: Luís Mendonça de Carvalho/PSML

Este programa, especialmente dedicado às famílias com crianças de idade superior a 5 anos, permite conhecer a história do convento e o modo de vida da comunidade franciscana que o habitou durante quase três séculos. De seguida, durante um breve passeio pela cerca conventual — que alberga árvores autóctones centenárias e uma grande diversidade de plantas, que os frades protegeram e utilizaram na sua alimentação e saúde —, os participantes são convidados a recolher elementos naturais para fazerem o seu próprio presépio sustentável, em torno do qual celebrarão o Natal nas suas casas.

Convento dos Capuchos. Créditos: José Marques Silva/PSML

Os bilhetes para esta atividade com a duração aproximada de duas horas vendem-se exclusivamente online no site da Parques de Sintra e têm um custo de 5€ por pessoa.

As visitas guiadas ao convento com oficinas de construção de presépios realizam-se no âmbito da exposição “Entre as Pedras e o Musgo, o Presépio de Francisco”, que apresenta na Casa da Hortas do Convento dos Capuchos uma coleção de cinquenta presépios feitos a partir de plantas e árvores provenientes de várias regiões do globo, constituindo uma experiência estética e contemplativa, bem como uma celebração da biodiversidade, da espiritualidade e da multiculturalidade.

As peças moldadas com fibras, sementes, frutos ou madeiras — como cocos do Camboja, cortiça e salgueiro de Portugal, ébano do Togo e do Gana, mogno do Quénia, marfim-vegetal do Equador, faia da Irlanda ou oliveira de Israel — pertencem à coleção do Professor Luís Mendonça de Carvalho, titular da cátedra UNESCO em Etnobotânica no Instituto Politécnico de Beja, e podem ser vistas até 6 de janeiro.

OC/MP