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Segunda-feira, Junho 17, 2024

Obras da Linha Rubi do Metro do Porto condicionam por dois anos a Via Edgar Cardoso em Gaia

Em Vila Nova de Gaia, as obras da futura Linha Rubi (H) do Metro do Porto, que irá ligar a Casa da Música, no Porto, e a rotunda de Santo Ovídio, em Vila Nova de Gaia, irão condicionar, a partir da próxima quarta-feira (24 de maio), várias vias da cidade, com destaque para o viaduto do Candal e a Rotunda Edgar Cardoso, assim como a Via Edgar Cardoso (VL8).

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Maria Paulo
Maria Paulo
Jornalista free-lancer

Logo de 24 para 25 de maio, será executado o corte da via esquerda no sentido ascendente do viaduto do Candal. A seguir, entre 25 e 26 deste mês, fica suprimida a circulação rodoviária na Rotunda Edgar Cardoso. Este constrangimento vai permanecer em vigor por um período de dois anos, estando sempre salvaguardados os acessos a casas, garagens, escritórios e estabelecimentos.

Esta intervenção é motivada pela construção do canal de metro ao longo desta via estruturante (começando com a criação de alternativas locais à circulação rodoviária e com os trabalhos de desvios de redes de abastecimento público), e pela construção de dois viadutos e de três estações – Arrábida, Candal e Rotunda, esta última desnivelada e contando com um parque de estacionamento subterrâneo.

A paisagem urbana será drasticamente alterada, de acordo com a intervenção planeada pela Metro do Porto e a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, mas tem a preocupação de minimizar os impactos para os residentes e os negócios locais. O objetivo é reduzir significativamente o período de perturbação causado pelas obras, mantendo as condições essenciais de mobilidade na área.

A Linha Rubi (H) acrescenta 6,3 quilómetros à rede de Metro do Porto, ao longo dos quais serão criadas oito novas estações (Casa da Música, Campo Alegre, Arrábida, Candal, Rotunda, Devesas, Soares dos Reis e Santo Ovídio) e uma nova travessia sobre o rio Douro, a Ponte Ferreirinha. A obra deverá estar concluída em 2026.

O investimento total de 435 milhões de euros, financiado a fundo perdido pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), trará benefícios significativos: redução estimada de 17.475,4 toneladas de emissões de CO₂ anualmente, um número elevado que fica a dever-se, sobretudo, aos 5,2 milhões automóveis que deixam de circular por ano; e 1,7 mil milhões de euros que se materializam, por exemplo, em mais de 12 milhões de utilizadores anuais do Metro (10 mil dos quais estudantes que passam a ter um acesso mais facilitado ao Pólo Universitário do Campo Alegre e às faculdades de Arquitetura, de Ciências e de Letras).

Atualmente, o Metro do Porto conta com seis linhas em operação: Azul (A), Vermelha (B), Verde (C), Amarela (D), Violeta (E) e Laranja (F). Juntas, abrangem um total de sete municípios (Porto, Gaia, Maia, Gondomar, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Matosinhos), 67 quilómetros e 82 estações (sendo 14 subterrâneas). Um total de 9 mil pessoas podem ser transportadas, por linha e por sentido, a cada hora. Este ano, o Metro bateu o seu recorde de clientes, tendo ultrapassado os 79 milhões de validações. Até 2030, a perspetiva é que a procura possa chegar aos 150 milhões de clientes/ano.

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