O que é a política portuguesa

A política portuguesa são promessas. São tretas. É corrupção. É assessores de ministros a ganhar cinco mil euros. São namoradas cabeleireiras de vereadores contratadas para as edilidades ocupando cargos bem remunerados. São homens do Governo preocupados com o sexo à hora do almoço com colegas mulheres ou homens. São cunhados de ministros que fazem cartel de corrupção que lhes dão fortuna de mais de 400 milhões de euros. São deputados que se ofendem uns aos outros e que se preocupam mais com os negócios existentes nos seus escritórios particulares. São governantes a realizar viagens desnecessárias pagas pelo povo. São casas e fábricas de Leiria e Marinha Grande que estão desde as tempestades de Janeiro sem telhado e reconstrução. Fábricas que encerram porque não receberam o apoio estatal prometido e porque não conseguem mão-de-obra para a reconstrução.
A política portuguesa preocupa-se com a economia, mas elabora um pacote laboral que levará milhares de trabalhadores à desgraça. É o aumento do custo de vida, da inflação e do preço de combustíveis. É vereadores municipais e presidentes de Juntas de Freguesias preocupados em vender ilegalmente os terrenos baldios. É a precariedade nos salários e nas reformas. É a falta de lares especiais para cidadãos com demência. É a estrada destruída há meses sem reparação. É o Terreiro do Paço vazio de portugueses e os edifícios antigamente Ministérios transformados em hotéis de luxo. É um aeroporto em Alcochete que ficará pronto, se ficar, em 2045, com Beja ali tão perto. É o sem-abrigo e o toxicodependente que ocupam edifícios estatais abandonados e que morrem com overdoses. São os assaltos a ourivesarias e a casas de jogadores de futebol. São agentes policiais que degradam a imagem das corporações torturando e violando cidadãos em estado de fragilidade. É uma televisão estatal, paga pelo povo através da conta da electricidade, que só apresenta mediocridades e uma programação internacional para diminuir a pouca cultura dos emigrantes, mas que sabe aumentar escandalosamente o rendimento de administradores e exercer censura idêntica à do 24 de Abril de 1974.
A política portuguesa vive dos partidos políticos e do financiamento estatal que nunca deviam receber. Políticos que no Parlamento se comportam pior que os banha-da-cobra ou os feirantes que apenas gritam. É a tentativa de mandar embora os imigrantes quando estes descontam 350 euros mensais para a Segurança Social dando ao Estado milhões de euros, e que ganham pouco mais que 800 euros. É a permissão de certos condutores TVDE que compraram a carta de condução nos seus países, transferem em Portugal para documento português, não sabem as regras de trânsito, vendem droga a clientes e ainda violam algumas moças embriagadas. É uma Proteção Civil que irá assistir a mais uma época de incêndios trágicos. É uma tutela da Saúde que só faz chorar os doentes do Serviço Nacional de Saúde. É o acordo da venda de lítio a estrangeiros com comissões de luxo. É a falta de habitação social para pobres e para uma classe média que já regressou para casa dos pais.
No entanto, no discurso oficial estamos na maior. Está tudo bem e melhor. Dizem que aumentam o Complemento Solidário para Idosos e reformas. Que gastam milhões com as vítimas das tempestades. Que o TGV está a chegar. Que a TAP deixará de ser preocupação. Que a agricultura irá melhorar, apesar de não se saber onde é que haverá gente para as próximas vindimas. O “gladiador” que nos roubou os subsídios de férias e Natal, que baixou as reformas e que saiu pela porta dos fundos, Pedro Passos Coelho, aparece de vez em quando, umas vezes a bater em Montenegro, outras em Ventura. Nenhum comentador televisivo ainda soube explicar o que é que quer o “gladiador” de cabeça rapada…
Que ninguém se preocupe. Continuem a acreditar que vivemos melhor do que na Lua ou em Marte. Que o salvador da nossa sobrevivência resolverá tudo com a massa conseguida na Spinumviva…