O homem que sempre confiou e acreditou em Luís Filipe Menezes – Por Rui Paulo Costa

No espaço mediático e político, poucas figuras têm demonstrado um apoio tão claro, persistente e pessoal como Joaquim Jorge em relação a Luís Filipe Menezes. No momento em que se confirma o regresso de Menezes à cena política local, com o anúncio da sua candidatura à Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, importa sublinhar quem esteve desde o primeiro instante a insistir na sua importância para o futuro do concelho. Joaquim Jorge não só acreditou — como também atuou. Fê-lo com palavras, com presença e com obra.

Esse gesto tomou forma concreta no livro que escreveu e lançou: “Gaia precisa de Menezes”. Um título que é, por si só, uma declaração de princípio. Mas mais do que um livro, esta publicação é um manifesto de cidadania, de quem, não estando ligado a partidos nem a interesses ocultos, quis afirmar com clareza a sua convicção de que a cidade precisa de voltar a ser liderada por alguém com visão, experiência e capacidade.
Durante a sessão de apresentação da obra marcada pela presença da figura de Ângelo Correia e do próprio Luís Filipe Menezes, com uma mensagem especial do Presidente da República, Joaquim Jorge assumiu o seu papel com frontalidade. Disse-o com todas as letras: “Menezes é o melhor autarca português de todos os tempos”. E esta frase não foi dita em tom de circunstância. Foi dita com conhecimento, com ponderação e com o peso de quem acompanha a política portuguesa há décadas, como observador, analista e cidadão.
Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores, tem sido uma voz livre no espaço público português. Sem amarras partidárias, com pensamento próprio e capacidade crítica. No seu discurso, deixou claro que a sua intervenção não se deve a interesses pessoais ou favores políticos. Fê-lo porque acredita. Porque confia. Porque, como escreveu, “o nome Luís Filipe Menezes é, por si só, um programa eleitoral”.
Mais do que um exercício biográfico ou panfletário, o livro de Joaquim Jorge procura chamar a atenção para a estagnação política em que Gaia mergulhou nos últimos anos. Fala de uma cidade que perdeu dinamismo, perdeu protagonismo e que precisa de reencontrar um rumo. E aponta um caminho, com a firme convicção de que Menezes, que já liderou Gaia durante 16 anos, é o único com o perfil adequado para resgatar esse projeto.
Mas Joaquim Jorge não é ingénuo. Percebe que o regresso de Menezes não se faz por impulso, mas por ponderação. “Sempre percebi que essa decisão era de Menezes e só de Menezes”, escreveu. Reconhece também o papel fundamental de Ana Caetano Menezes, mulher do ex-autarca, cuja opinião e apoio foram determinantes na decisão de voltar a candidatar-se. Um reconhecimento que humaniza a política e lembra que, por detrás dos cargos e das campanhas, estão sempre pessoas e famílias. “Um político é um ser humano como qualquer um de nós. Tendo um bom ambiente familiar e concórdia, ajuda muito na sua vida.”

Na leitura de Joaquim Jorge, Menezes não regressa por ambição ou necessidade. Fá-lo num registo que só pode ser qualificado como serviço cívico. “Se vencer, pois não são favas contadas, vai fazer um serviço cívico por Gaia e pelos Gaienses”. E lembra que, legalmente, Menezes não poderá acumular salário de autarca com a pensão pública a que tem direito. Um gesto que, para Joaquim Jorge, tem de ser valorizado. “Acho que poucos fariam uma coisa destas. Devemos tirar-lhe o chapéu.”
Este apoio não se limita, porém, à figura do político experiente. Joaquim Jorge também se revê no lado mais pessoal e até romântico de Menezes. “Gosto de gente romântica e sonhadora. O dinheiro não é tudo na vida”, escreveu, sublinhando que o regresso de Menezes não é movido por ganhos, mas por ideais e por um compromisso com Gaia.
Na altura, durante a apresentação do livro, Ângelo Correia reforçou essa visão, destacando Menezes como um líder transformador dentro do PSD, capaz de romper com a centralização e renovar o partido a partir da força das regiões. Lembrou que Menezes foi protagonista de uma mudança geracional e política dentro do PSD, e que soube construir equipa e comunidade durante os anos em que governou Gaia.
Também na ocasião, Menezes, na sua intervenção, manifestou-se inicialmente reticente em aceitar o convite para o evento. Mas, uma vez presente, não escondeu o orgulho por ver reconhecido o seu legado. Falou da diversidade política da sua equipa, da forma inclusiva como liderou, e assumiu que Gaia precisa hoje de “uma visão moderna e adaptada às transformações tecnológicas e sociais”. Mesmo tendo afirmado, na altura, que não pretendia regressar a cargos públicos, a realidade mudou — e o apelo de quem acredita nele pode ter pesado.
Entre os que mais se destacaram nesse apelo, esteve sempre Joaquim Jorge. Desde o início, a sua posição não é oportunista nem de última hora. O que escreveu, disse. E o que disse, defende. Este tipo de apoio é raro na política portuguesa: um apoio vindo de fora dos partidos, sem trocas ou conveniências, feito apenas por convicção e por sentido de comunidade.
Quando Menezes anunciar formalmente a sua candidatura, será impossível ignorar que houve alguém que o antecipou, o defendeu e o desafiou a voltar. Esse alguém foi — e continua a ser — Joaquim Jorge.
E é por isso que podemos dizer com toda a clareza:
O homem que confia e acredita em Luís Filipe Menezes chama-se Joaquim Jorge.
OC/RPC