O Cidadão assume as suas diferenças – Por Alberto Jorge Santos

Sempre afirmámos as nossas diferenças. Sem tabus. Sem complexos.
O Cidadão não nasceu em berço de ouro, nem para ser um peão de poderes – pessoais, políticos, económicos, partidários, sociais. Fundado por jornalistas, colaboradores de jornais, gestores e comerciais, todos aceitaram uma filosofia de independência. Apesar das dificuldades inerentes a este caminho, não o queremos alterar.
Esta postura não significa falta de respeito ou sobranceria face a tais poderes, grandes ou pequenos. Todos são tratados, editorialmente, de forma semelhante. E com total consideração.
O jornalismo de proximidade – ainda não totalmente atingido, devido a dificuldades diversas – leva-nos a estar sempre com os cidadãos. Deste modo, a nossa agenda em campanhas eleitorais e eleições é diferente da que é seguida pela maioria dos orgãos de comunicação social; não andaremos atrás de “arruadas” ou comícios, embora possamos ouvir os líderes partidários, sempre que a notícia o exija. Porém, optaremos por saber o que pretendem os cidadãos que os políticos façam e não o que é prometido ( tantas vezes não cumprido) às pessoas por parte dos partidos.
Outro aspeto importante – os editoriais de O Cidadão não servem para plantar posicionamento ideológico; seria uma incoerência inaceitável, face à ideia de jornalismo neutro e imparcial. Os editoriais contém informação sobre o jornal e outros orgãos de comunicação da Cooperativa Pluralidades, Edição, Comunicação e Mulltimédia, CRL. Por vezes, apenas “conversas” com os cidadãos, a fim de incentivar o debate.
Mas desengane-se quem pensa em O Cidadão como um jornal que privilegia a “lei da rolha” ou existe para cercear a opinião aos seus jornalistas e/ou colaboradores. Não! Antes pelo contrário. O que importa é que a notícia, comentário, opinião e publicidade ocupem os lugares certos no periódicos e não confundam as pessoas.
Os jornalistas têm direito à opinião, como qualquer outra pessoa. São, então, livres de assinar esses artigos nas colunas criadas para o efeito. E sempre que o desejem. Porém, quando estão tratar a informação para transformá-la em notícia, exige-se isenção, imparcialidade e profissionalismo. Seja na redação, no estúdio, na entrevista ou na reportagem.
No jornal escreve-se sem medo e sem autocensura. Mas a notícia, a reportagem ou a entrevista, terão sempre como protagonistas os factos, as fontes ou os entrevistados. A opinião não pode misturar-se com o facto.
Assumimos as nossa diferenças
Não somos melhores nem piores. Somos O Cidadão