Novo prémio distingue boas práticas no montado de sobro

Montado. Sobreiros.

O Green Heart of Cork+ (GHoC+) é a nova versão do prémio criado pela WWF Portugal – World Wide Fund for Nature em 2011, em parceria com o FSC Portugal, com o objetivo de valorizar a gestão florestal responsável na maior mancha de montado do mundo. A reestruturação foi anunciada esta terça-feira, 24 de junho de 2025, e traz alterações ao formato e critérios, prevendo-se que as candidaturas abram em janeiro de 2026, com a entrega dos prémios agendada para junho do mesmo ano.

A nova versão do prémio irá dividir-se em três categorias distintas:

  • O GHoC+ Clássico, que reconhece práticas de gestão sustentáveis que beneficiem a biodiversidade, especialmente em zonas de recarga de aquíferos;

  • O GHoC+ Certificação, que promove a expansão da certificação FSC no montado de sobro e azinho;

  • O GHoC+ Eco, que distingue propriedades com certificação FSC que desenvolvam ações de manutenção, melhoria ou restauro de biodiversidade e dos serviços dos ecossistemas.

Segundo a organização, o novo modelo pretende alcançar mais produtores e reforçar o impacto ambiental e social da iniciativa.

Ângela Morgado, diretora executiva da WWF Portugal, referiu que:
“Com o GHoC+, queremos ir mais longe e estimular ainda mais as boas práticas ambientais e sociais, bem como angariar novos apoiantes que nos permitam premiar os produtores de forma ainda mais justa”.

Por sua vez, Joana Faria, diretora executiva do FSC Portugal, destacou:
“No início deste projeto havia menos de 60 mil hectares de montado de sobro e azinho certificados pelo FSC. Atualmente, são mais de 168 mil hectares certificados e há ainda muito potencial de expansão”.

Desde o início do projeto, já foram entregues 45 prémios, num total de 79 mil euros, a proprietários rurais que implementam boas práticas agroflorestais. Estas práticas contribuem, entre outros aspetos, para a recarga do aquífero da Bacia do Tejo-Sado, que abastece cerca de 1,5 milhões de pessoas.

A zona de intervenção do GHoC+ localiza-se na margem esquerda do Tejo, onde se concentra a maior mancha de sobreiros do mundo. O projeto continuará a recompensar a gestão ativa e sustentável, com impacto positivo nos ecossistemas e nas comunidades locais.

OC/AM