Nélson Mandela – Madiba: Um exemplo de Cidadania

Nelson Mandela, foi um grande homem e deixou um imenso legado.
Teve um percurso notável.

Seria enfadonho fazer aqui o  historial riquíssimo das suas vivências e a história de vida multifacetada.

Muito se poderia escrever acerca do seu contexto familiar, infância e adolescência, a sua vida universitária, a sua vida privada, o seu primeiro casamento, o divórcio, novo casamento, mas isso é tarefa de biógrafos e historiadores.

Como cidadão, importa sublinhar ter estado na linha da frente contra esse regime hediondo que foi o Apartheid.

Nas negociações que levaram ao fim do regime, e claro a sua Presidência.

Passou por várias cadeias. Esteve, durante 18 anos, na prisão da ilha de Robben.

Em abril de 1982 foi transferido para a prisão de Pollsmor de alta segurança, na Cidade do Cabo.

Em dezembro de 1988 foi transferido para a prisão Victor Verster.

Ao todo esteve 27 anos preso.

A 11 de fevereiro de 1990, o mundo viu-o sair dessa prisão. Jamais esquecerei essas imagens que vi pela televisão.

A sua libertação foi um marco histórico o início do fim do Apartheid na África do Sul.

No próximo dia 11 de fevereiro celebram-se os 36 anos da sua libertação.

Nasceu a 18 de julho de 1918, data celebrada como o Dia Internacional Nelson Mandela. Ele foi carinhosamente tratado como MADIBA e continua a ser assim considerado.

Foi amplamente humilhado ao longo de tantos anos, e agredido física e psicologicamente.

É conhecida a história dele, já Presidente, ir almoçar a um restaurante com o seu segurança e numa mesa em frente estar um homem que tremia muito.

Tinha diante de si, Mandela, o Presidente da República. Certamente imaginou que o mandaria prender.

Madiba partilhou com o seu segurança o motivo dele tremer. Ele tinha sido seu carcereiro. Ele batia-lhe, ria dele, em vez de lhe dar água, chegou a urinar sobre a sua cabeça.
Mandela-Madiba, esse homem de coração grande não se vingou, se o mundo tivesse muitos homens desta craveira, não estaríamos assim.

No dia 5 de dezembro de 2013 o Presidente sul-africano Jacob Zuma, anunciou ao mundo, pela televisão, que “A nação perde o seu maior líder”, declarando luto nacional.

O mundo curvou-se perante ele. Uma imensa multidão dirigiu-se para a porta de sua casa em Joanesburgo e também diante da sua antiga residência em Soweto.

Mais de noventa chefes de estado e de governo estiveram presentes no seu funeral.

Conhecer as suas causas, o seu imenso legado, é um dever de Cidadania.