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Sexta-feira, Julho 12, 2024

“Na Golegã pelo S. Martinho” – Preto e Branco de João Lobato

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João Lobato
João Lobato
Engenheiro e Fotógrafo
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Foto de JOÃO LOBATO/Direitos Reservados
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Foto de JOÃO LOBATO/Direitos Reservados
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Foto de JOÃO LOBATO/Direitos Reservados
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Foto de JOÃO LOBATO/Direitos Reservados
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Foto de João LOBATO/Direitos Reservados

FEIRA NACIONAL DO CAVALO

Texto de Carlos Ribeiro

A vila ribatejana da Golegã, em pleno coração do ribatejo, acolhe as mais vivas tradições da província. Ligada desde sempre ao cultivo da terra, aos touros e criação de cavalos, pelo São Martinho, desde o século XVI que os goleganenses levam a efeito este certame que com o passar do tempo se veio a consolidar como a Feira Nacional do Cavalo. Por esta altura do ano, todos os aficionados rumam à Golegã, para participarem nas múltiplas atividades ligadas à tradição equestre, com o seu epicentro no largo do arneiro, por esta altura transformado em hipódromo.

No certame, o cavalo é o grande protagonista, presta-se homenagem à a sua nobreza, e recorda-se a indispensável contribuição no passado em tempos de guerra e “mouro” de trabalho nas atividades agrícolas.

Acolhendo milhares de visitantes, desde simples curiosos a verdadeiros apaixonados pelo cavalo que na terra é considerado o animal mais bonito do mundo, a vila vibra de gente, que vem dos mais diversos pontos do país, atraídos pela tradição, ambiente descontraído, gastronomia (orgulho local) e inevitavelmente pela prova de grandes vinhos, inevitável pelo São Martinho.

Engalanada a rigor, a Golegã por estes dias em festa, acolhe centenas de marialvas que orgulhosos nos seus cavalos desfilam pelas ruas, com famílias vestidas a rigor orgulhosamente a passear nas suas charretes, emprestando um colorido e movimento impar, a convidar ao convívio e à descontração.

É assim neste ambiente único no país que, o fotografo se embrenhou na procura de captar imagens inéditas, num contexto que quis transportar para o início do século passado, colocando as personagens a imergir de mantos de nevoeiro, em cenários, irreais, fantasmagóricos. Este tipo de abordagens é aliás a imagem de marca de João Lobato, o qual procura sempre um registo “fora da caixa” com uma interpretação muito personalizada do seu trabalho fotográfico. Neste trabalho inédito, valorizou os grandes protagonistas: pessoas e cavalos, criando uma simbiose entre o contexto urbano de festa, fazendo sobressair as personagens com as suas expressões e modo de vestir de tempos passados, que na Golegã se recriam e perduram, num esforço para não perder a tradição.

O resultado é este ensaio de 6 imagens realizado na edição de 2021 que, aqui apresentamos, convidando os mais curiosos que nunca viveram está experiência impar a ir ao São Martinho e à Feira Nacional do Cavalo.

A Golegã oferece múltiplos motivos de visita. Os apaixonados pela imagem, ou simples curiosos podem visitar o “Templo da Fotografia”, assim é classificado o chalé mandado erigir por Carlos Relvas, um dos pioneiros da fotografia em Portugal, que com vasta fortuna e uma paixão sem procedentes pelo pioneirismo desta modalidade na altura considerada mecânica e artística, fez da vila ribatejana com o seu estúdio único no mundo, a capital da fotografia. Cavaleiro e toureiro amador, havia de falecer malogradamente com uma infeção motivada por uma queda de cavalo, numa das ruas da vila.

Carlos Ribeiro/João Lobato

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